Shotaro não imaginou que começaria o dia em um completo desespero. Pensava que estava sozinho em casa, mas descobriu que se enganou ao ouvir sua mãe caindo da escada.
- Mãe! – correu até a mais velha, vendo que ela estava consciente e tentando se erguer. Se abaixou até ela e contornou seus braços sobre sua cintura, a ajudando a se levantar. – O que aconteceu? Eu pensei que não estivesse em casa.
- Acho que eu escorreguei, não se preocupe – se apoiou nos ombros do filho e assim ficou de pé. Shotaro observou como seu rosto estava pálido e seu olhar estava baixo. – Eu já estava saindo.
- A senhora não pode mais sair agora, deve estar machucada – foi dizendo desesperado, temendo que sua mãe tivesse batido com a cabeça quando caiu. – Eu vou chamar um médico.
- Não, Shotaro. Não é necessário – segurou firme na blusa do mais novo, não querendo que ele se afastasse. – Acho que só preciso deitar um pouco. Você poderia me levar até o quarto?
O garoto assentiu rapidamente e não demorou a levá-la com cuidado até o andar de cima. Sentia que sua mãe estava fraca. Se questionava em silêncio se ela realmente havia escorregado da escada.
Após alguns minutos, entrou no quarto da mais velha, ainda carregando-a. Conseguiu deitá-la sobre a cama com cuidado, prestando atenção também em suas expressões de desconforto. Se sentia apreensivo, além do medo percorrendo sua mente por não saber o que mais poderia fazer em uma situação como aquela.
- A senhora se machucou? Me diga a verdade.
- Eu não senti nada na hora, mas um analgésico pode ajudar agora – a mulher tentou se inclinar até sua mesa de cabeceira, porém Shotaro foi mais rápido e alcançou o frasco vazio de remédio para alívio de dores.
- Não tem mais comprimidos aqui, mãe.
- Oh, é mesmo – disse exausta. – Pedi para o seu pai ir à farmácia e comprar alguns remédios que estavam faltando. Não sei se ele já trouxe.
- Eu encontrei uma sacola com remédios lá embaixo – se lembrou rapidamente e a olhou desconfiado. – Fiquei preocupado com a quantidade, pensei que tivesse alguém doente aqui.
- Não, está tudo bem.
- Eu vou buscar o remédio. Não demoro, tá?
Sequer esperou pela confirmação da mais velha e correu até o andar de baixo. Foi direto até onde está a sacola de remédios e procurou pelos dois primeiros frascos para a dor que encontrou. Não iria levar todos para cima, pois esperaria até saber como deveria tratar corretamente de sua mãe com uma ajuda médica.
Quando voltou para o quarto, abraçando os dois frascos enquanto suas mãos seguravam um copo e uma jarra d'água, viu rapidamente sua mãe erguendo seu tronco para se sentar e esperando o filho trazer os remédios. Os deixou sobre a mesa de cabeceira cuidadosamente e observou as expressões de sua mãe.
- Eu trouxe apenas dois. Não sei qual é o melhor, mas acho que vai aliviar um pouco.
- Está bom, é o suficiente – a mulher tomou um comprimido por vez e permitiu-se relaxar para que o efeito surgisse mais rápido. – Obrigada.
- Me deu um grande susto. Deverá ter mais cuidado antes de descer ou subir as escadas de novo – o garoto se sentou na beirada da cama, aflito por pensar que poderia se desesperar caso ela se machucasse novamente. – E eu devo chamar um médico.
Estava pronto para se levantar, quando ouviu a voz sofrida de sua mãe novamente.
- Não saia daqui, filho. Por favor.
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Young and Pure - Sungtaro
Fanfiction- FINALIZADA - Um garoto gracioso que guardava consigo o peso de uma lembrança sofrida, esperava conseguir uma nova vida após se mudar de cidade junto com seus pais. As mudanças da mais nova fase da vida de Shotaro se inicia quando ele entra para um...
