Um milênio atrás, uma otsutsuki conhecida como Deusa Coelho deu a luz a gêmeos, Hagoromo e Hamura que foram os primeiros humanos a nascerem com chackra, anos mais tarde teve outra filha, Otsutsuki Hiyori, e que por não conseguir controlar seus poder...
Itachi havia começado a suar de repente, um rubor tomou conta de seu rosto, e sua respiração estava muito ofegante. Perdeu o equilíbrio e estava prestes a cair do galho da árvore alta em que estavam.
Teria se machucado, se Hiyori não tivesse o agarrado a tempo, ela o abraçou em pleno ar, e se chocou contra o chão impedindo que ele se machucasse, e acabou levando o tombo no lugar.
Quando Neji chegou, teve a visão de Itachi deitado em cima da garota que gostava, seu corpo estava paralisado, e ele não conseguiu ter nenhuma reação, se não fosse pela cara de desgosto.
- Argh - Ela deu um gemido de dor, ao sentir uma pedra pressionando suas costas.
Ao ouvir isso completamente fora de contexto, o perolado foi em direção aos dois, e puxou Itachi pela gola do manto e o afastou jogando de leve contra a árvore. Mas não imaginava que o pobre coitado estaria inconsciente, o que o fez se arrepender instantaneamente.
- O que você tá fazendo? - diz ela correndo até o Uchiha.
- É... Eu pensei que -
- Não importa, me ajuda aqui. - diz ela deitando o Itachi no chão.
- O que aconteceu ? - pergunta ele.
- Ele está doente, e não parece ser algo qualquer. - diz apreensiva. - Quando fui sequestrada pela planta, ele estava da mesma forma.
- O que vamos fazer? Não tem nenhum ninja médico por aqui. - preocupado.
- Tudo bem, cof cof, vai passar logo. - Diz Itachi de sentando com dificuldade.
- Isso não parece nada bem. - diz Hiyori dando um longo suspiro.
Itachi sabia que estava doente e que não tinha cura para tal problema, o mesmo já tinha aceitado sua morte desde o dia do massacre. Mas decidiu ajudar da forma que pudesse a sua vila, até seu último suspiro.
Depois de se recuperar um pouco, decidiu voltar para o esconderijo, onde começaria a extração da bijuu em breve. Deixando Hiyori e Neji para trás sozinhos, ele sentado recostado na árvore, e ela em pé observando Itachi ir embora.
- Neji San? - Ela se aproximou.
- hm? - murmurou.
Ela ficou de frente para ele, e se abaixou deixando seus rostos na mesma altura. - Porque agiu daquela forma? - olhou seus olhos fixamente.
- Nada. - virou o rosto.
- E porque parece que você vai explodir de tão vermelho? - diz ela ainda mais perto.
Na cabeça de Neji, parecia que a mesma já tinha entendido completamente a situação e estava lhe provocando, estava prestes a confessar, se não fosse pelo comentário seguinte.
- Você o odeia tanto assim? - diz confusa.
" Isso é burrice, lerdeza, ou os dois? - Pensou ele. "
O mesmo colocou a mão no rosto em decepção, e balançou a cabeça negativamente. A mesma o olhou sem entender, e ele deu uma leve risada. - Um dia você vai entender, mas agora temos uma missão. - diz levantando.
Os dois iriam entrar por dois cantos diferentes do esconderijo, direita e esquerda, como possuíam o byakugan, poderia se comunicar atrás de sinais, e saberiam a hora certa de invadir.
- Nos vemos lá dentro. - diz ela.
Ele assentiu e eles foram cada um para um lado do esconderijo, ao chegar nos respectivos locais, usaram o byakugan, ao enxergarem através do esconderijo, ampliaram a visão, conseguindo ver um ao outro perfeitamente.
Neji esperava o sinal para entrarem, mas ela parecia escrever algo no chão com um galho, o mesmo parecia não entender, visto que o sinal, era um positivo com as mãos. Ao ampliar sua visão ainda mais, conseguiu ver a escrita no chão.
" Você ficou fofo com ciúmes ".
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- Idiota ! - exclamou.
Ela sorriu satisfeita, e deu o sinal para entrarem, e assim o fizeram. Ela caminhou por um longo corredor, com várias portas, e conseguiu lembrar bem, afinal esteve ali, mesmo que poucos dias, anos atrás.
Ao chegar perto de um grande salão, usou o byakugan e viu várias estátuas com membros da akatsuki em cima, Gaara flutuando dentro de uma bolha de chakra, enquanto todo o chakra do Shukaku era sugado para dentro de uma estátua.
Seu coração errou uma batida ao ver o estado de Gaara, a armadura de areia que o cobria, estava completamente rachada e se desfazendo. Depois de treinar por 3 anos chegou o momento de Hiyori utilizar seu rinne sharingan.
Poder ocular capaz de lançar o Tsukuyomi infinito na lua, criar fendas/portais no espaço, vagar entre suas próprias dimensões, etc... Ela ainda não possuí domínio total, então criou uma versão limitada do Tsukuyomi infinito.
Ao invés de lançá-lo na lua, criou um genjutsu muito poderoso, capaz de deixar várias pessoas ao mesmo tempo sob seu efeito, apenas usuários de Rinnegan seriam capazes de sair.
Colocou sua franja para trás, e abriu o olho em sua testa, canalizou grande parte de seu chakra, e realizou o genjutsu deixando todos os membros sob tal influência. O líder é possuidor do Rinnegan, mas levaria alguns segundos para sair, tempo suficiente para Neji recolher o corpo de Gaara.
Quando tirou Gaara de lá, foi o momento em que Pain saiu do genjutsu e notou todos os outros membros da Akatsuki sob a ilusão. Seu feição era de ódio, e ordenou a todos os caminhos de pain irem atrás dos invasores e recuperar o jinchuriki.
Hiyori e Neji agora fugiam pela floresta carregando Gaara inconsciente consigo, o dia já estava amanhecendo, e eles tentavam despistar os caminhos de pain, com muita dificuldade, ao serem incurralados, pararam de correr, e ficaram em posição de luta.
- Vocês invadem minha organização, roubam o jinchuriki, e achavam que iriam fugir facilmente? - diz Pain furioso em alto e bom som.
- Neji San, você confia em mim? - ela pergunta.
Ele ficou sem entender a pergunta repentina, e apenas assentiu. De repente uma fenda atrás deles foi criada, e Hiyori puxou ele para dentro junto com Gaara os fazendo cair em uma dimensão completamente diferente.
Antes da fenda se fechar, foi possível ouvir os gritos de raiva lançados pelo líder da Akatsuki. Ao redor deles não havia nada, se não montanhas, e mais montanhas, não tinha sol, mas estava claro, o céu tinha uma coloração alaranjada, e o chão era feito de areia.
- Mas porque perguntou se eu confiava? - diz ele confuso.
- Digamos que eu não faço ideia de como sair daqui. - diz rindo de nervoso.