59- Três e Um.

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Wanda POV.

Minha mente estava em um completo caos. Eu sentia a ansiedade crescente em mim a cada metro que o carro andava.

De fato, estávamos prestes a recomeçar.

Óbvio que tinha a possibilidade de eu simplesmente não estar grávida, mas só o fato de termos tentado, de nos arriscar naquilo, já era um recomeço.

E Natasha tinha total consciência daquilo.

Eu a sentia tensa ao meu lado. Por mais que ela não quisesse demonstrar sua ansiedade, eu a sentia inquieta.

Sua mão batucando no volante do carro, a quantidade de vezes que ela mudou a música que tocava no som e a forma como ela se mexia inquieta no banco todas as vezes que precisava parar em um sinal vermelho, eram claros sinais de ansiedade.

-Como estão indo as coisas no set de gravações? - a voz de Natasha me tirou dos meus pensamentos, quando ela parou no terceiro sinal daquela avenida movimentada.

-Estão indo muito bem, eu gosto do elenco. - eu a respondi, sabendo que ela queria, de alguma forma, diminuir a minha ansiedade. - Tony quer que você passe lá qualquer dia.

-As coisas estão meio corridas na empresa, mas assim que aparecer um tempo livre, eu passo por lá. - ela respondeu e eu murmurei em concordância.

Eu não conseguia pensar em algo para falar, minha mente não estava funcionando normalmente e a dela, muito provavelmente, também não.

Então ela buscou outra opção para me tranquilizar, eu sabia que aquilo era mais por mim do que por ela, Natasha sempre me tinha como prioridade. Por isso, de repente, eu senti o calor da sua mão na minha e nossos dedos estavam entrelaçados.

-Espera aí. - ela pediu quando saímos do carro, já no estacionamento da clínica. Eu parei e me virei para ela. - Olha isso. - ela apontou para o meu seio direito.

-Natasha! - a repreendi de imediato e ela riu. - Quando você fez isso?

-Não faço a mínima ideia. - Natasha deu de ombros e eu suspirei.

Minha esposa tinha a mania irritante de me marcar toda durante o sexo. Seria uma grande mentira se eu dissesse que eu gostava daquilo quando estávamos na cama, mas na manhã seguinte sempre me arrependia.

-É só puxar aqui. - ela levou sua mão até o tecido da minha blusinha e o subiu na parte dos seios, com o intuito de esconder a marca ali. A careta de dor foi inevitável, assim como o murmuro em reclamação. - O que foi?

-Meus seios estão um pouco doloridos. - a expressão de preocupação de Natasha se desfez, logo se suavizando.

Minha esposa não respondeu nada, mas eu vi um resquício de sorriso em seu rosto e ela assentiu com a cabeça.

Eu sabia que ela entendia o significado dos seios doloridos. Eu senti exatamente isso durante a nossa primeira gravidez, mas também sentia enjôos e daquela vez não estava acontecendo, então poupei de falar a ela sobre aquele sintoma de gravidez. Parecia injusto dar esperanças a ela quando podia ser apenas meu ciclo menstrual se aproximando.

Nosso tempo na recepção do lugar não foi muito, além de termos horário marcado, nossa médica entendia o quão importante era a nossa privacidade em um momento tão delicado como aquele.

Sarah Davis, a mulher responsável pelo procedimento, nos atendeu empolgada e fez algumas perguntas a mim, foi aí que eu a contei sobre a sensibilidade nos seios e ela disse que aquilo era bom.

-Vocês sabem que as chances de serem gêmeos são enormes, certo? - ela perguntou enquanto organizava alguns equipamentos.

-Não fala isso. - passei a mão pelo rosto e a médica riu.

Real Life - WantashaHistórias para pegar e não largar. Descubra agora