QUE TORTA MARAVILHOSA, nunca comi algo tão delicioso como agora. A senhora se chamava Yang, ela tem 89 anos de idade e mora sozinha a 5 anos. Durante o nosso lanche dentro da casa da mulher, ela contou mais sobre ela e conversou com a gente, mesmo Kei parecendo impaciente ele ficou bem tranquilo e interessado em relação a senhora.
── Meu marido que teve a ideia de criar essa loja, ele sempre foi muito... Verdadeiro e gostava de aproveitar os pequenos momentos da vida. - ela falou enquanto encarava uma foto que ela segurada deles dois juntos só que jovens em um país da Europa.
── Do que ele morreu? - Kei perguntou do modo mais delicado possível.
── Câncer. - ela respondeu normalmente.─ Ele teve a opção de fazer tratamento, mas não quis. - ela riu fraco.
── Ele escolheu morrer então? - perguntei.
── "Não preciso dessas coisas, eu vivi o bastante e estou feliz com o meu final, eu não decide o meu começo mas posso escolher o meio e o fim e eu escolhi isso." - ela falou se levantando e andando até uma vitrola colocando um disco que começou a tocar um tempo depois quando ela estava sentada na cadeira de balanço.
── Ele parecia ser uma pessoa boa. - murmurei.
── Sabe algo que eu aprendi com a vida? - ela questionou olhando para nós com um olhar esperançosa.
Here Comes The Sun - The Beatles, começou a tocar em um volume baixo.
── Nunca sinta culpa por começar de novo.
[...]
Dias se passaram, eu não voltei mais naquela loja. Mas eu queria muito, algo estava dizendo para eu voltar, aquela senhora disse algo que mexeu comigo. Muitas coisas aconteceram no meu passado, eu decidi que iria apagar tudo e começar de novo mas eu nunca consigo, eu sempre acabo trazendo o passado de volta e me culpando pelos erros que nem fui eu que cometi. É uma sensação horrível, o que ela disse ficou na minha cabeça durante todos os dias, o tempo todo e não teve um momento que eu não pensei sobre.
Eu precisava voltar lá.
E foi isso que eu fiz, era mais um sábado porém tarde. O por do sol estava quase se fazendo e eu resolvi que iria naquela loja, e advinha? Estava fechada. E se eu fosse na casa dela? E eu fui.
Quando parei no portão da senhora escutei barulho de uma bicicleta e me virei vendo Kei Tsukishima em uma bicicleta verde. Ele usava fones e os lábios se mexiam, provavelmente cantando a música. Ele parou a bicicleta e ficou me encarando, virou o rosto mas mesmo assim vi suas bochechas rosas.
── Resolveu voltar? - perguntei dando risada.
── Se eu estou aqui. - respondeu deixando descendo da bicicleta e se aproximando. Tocou a campanhia uma vez, depois tocou outra e depois de um tempo a senhora abriu a porta.
Ela estava feliz e nos ver pelo jeito, parecia que esperava isso. Entramos na casa e Kei guardou a bike no quintal.
── Estão com sorte, fiz bolinhos de chuva! - ela disse animada e quando trazia o pote com os bolinhos e colocando na mesa de centro da sala. Uma música clássica tocava na vitrola e ela estava sentada de novo na cadeira de balanço olhando um álbum de fotos.─ Por que o casal voltou?
── Não somos um casal Sr. Yang! - dissemos juntos.
── Oh! Não? - ela riu baixo.
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CAMISA 11
FanfictionCom implicâncias, brigas e drama, um romance surge entre a irmã gêmea de Tobio Kageyama e Kei Tsukishima. (OC girl)
