Capítulo 9 - Amigas

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Meu Deus!

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Meu Deus!

Levo a mão à boca assustada, só então me dando conta de que acabei de bater no meu chefe. O mesmo me olha tão surpreso quanto eu.

— Me desculpe! —peço preocupada. — Não foi a minha intensão.

— Na verdade sou eu quem lhe deve desculpa. —diz, levantando-se do sofá envergonhado. — Não sei o que deu em mim. Me perdoe.

Ele passa as mãos no rosto, parecendo frustrado. Ele estava arrependido. Não era que eu não quisesse o beijo, seria... Magnífico beijar esse homem.

Mas eu tive medo, e vergonha. Não faço ideia de como se beija, sem dúvidas eu faria algo errado no mínimo eu o babaria todo.

— Eu sinto muito. —tento me aproximar, mas ele se afasta soltando um pequeno suspiro.

— Olhe, vamos esquecer esse assunto, ok? —pede e me olha sériamente. — Você pode ir para casa, não se preocupe amanhã você termina o seu trabalho.

Apenas assenti e decidi não discutir, o clima já havia ficado estranho demais. Assim que chego em casa, tomo banho e me jogo na cama.

Eu estava cansada, mas por mais que eu tentasse dormir eu não conseguia. A cena do Conrad aproximando o seu rosto do meu não me deixava em paz.

Encaro o telhado ainda deitada na minha cama, e acabo sorrindo ao lembrar novamente da cena de hoje mais cedo.

Agora parando para pensar com mais calma, por qual motivo ele tentaria me beijar. Será que... Será que ele está interessado em mim?

O meu sorriso se alarga ainda mais ao imaginar essa hipótese, seria um sonho caso um homem daquele se apaixonasse por mim.

Me viro de lado e fecho os meus olhos, dessa vez o sono chega e vou dormir me sentindo extremamente feliz.

No dia seguinte acordo as sete da manhã, tomo o meu café e arrumo a casa, depois de me arrumar saio de casa.

Quando estou fechando a porta, percebo quando Sebastian se aproxima.

— Bom dia, Lily. —cumprimenta e sorri para mim, estendendo um envelope em minha direção. — Aqui está o convite do meu casamento.

— Bom dia. —pego o envelope meio receosa e o abro encontrando o convite enfeitado.

Sebastian e Cassandra. Era o que estava escrito no convite, e tinha o nome madrinha, destacado.

Quase esqueci.

— Será daqui há duas semanas. —comunica. — Eu e Cassandra estaremos esperando por você e pelo seu acompanhante.

Essa era a maior questão, de onde eu tiraria um acompanhante?

— Hã... Obrigada. —agradeço forçando um sorriso. — Agora eu realmente preciso ir.

— Claro. —ele sorri. — Até mais vizinha.

Assim que ele vai embora, guardo o convite na minha bolsa e subo na minha bicicleta, no caminho vou cantarolando umas das minhas músicas preferidas Beggin.

Ao chegar na Universidade, deixo a minha bicicleta e entro no campus universitário. Sorrio para Melissa assim que avisto-a ao chegar no auditório, onde acontecerá a aula.

— Oi. —ela me cumprimento com um pequeno sorriso, enquanto me sento ao seu lado.

A Melissa que vejo agora não se compara com a Melissa rude que esbarrou em mim no hospital, talvez ela só estivesse tendo um dia ruim.

— Oi, como você está? —pergunto, tentando descontrair.

Ela hesita ao me responder, mas antes que ela pudesse dizer algo a professora entra, ficamos em silêncio apenas assistindo as aulas.

Quando as aulas terminam, saímos da Universidade juntas conversando assuntos aleatórios, até que paro de andar quando percebo que a minha bicicleta estava jogada no chão, o que restou dela na verdade.

A minha companheira estava completamente destruída, corri até ela e senti os meus olhos marejarem.

O quê farei agora?

Esse era o meu único meio de transporte enquanto não recebo o meu primeiro salário, eu estava sem nenhum dinheiro para o ônibus ou qualquer outra coisa.

— Quem faria uma coisa dessas? —murmuro, olhando para Melissa que me observa com pena.

— Sinto muito pela bicicleta. —levanto a minha cabeça para encarar o dono dessa voz, trinco os dentes quando percebo que se trata do Colin e do Evan. — Era uma bike legal.

— Foram vocês! —esbravejo sentindo a raiva me invadir, quando ambos soltam uma risada. — Qual é o problema de vocês dois, seus ridículos?

Colin fica sério e ergue a sobrancelha para mim.

— Um pequeno aviso para você deixar de ser intrometida. —sorri de lado para mim, mas desvia o seu olhar para Melissa. — Como vai Herbert?

— Vai se ferrar, Colin! —Melissa grita, surpreendo não só a mim, mas ao Colin também que não disfarça a sua surpresa. — Porque fez isso com ela, o seu problema é comigo.

— Agora é com ela também. —ele me olha desdenhoso. — Fica esperta, garota.

Antes que eu possa retrucá-lo ele se vai juntamente com o seu amigo, o meu coração bate rápido de tanta raiva que eu sinto nesse momento.

Como eles conseguem ser tão ridículos?

Ambos deveriam estar no fundamental, e não em uma faculdade de tão infantil que são.

— Me desculpe. —Melissa murmura, à encaro sem entender. — Isso só aconteceu por minha culpa, o Colin é um babaca.

— A culpa não foi sua, e sim daqueles dois. —sorrio para ela. — Olha, eu sei que nos conhecemos ontem, mas saiba que eu realmente estou disposta a ajudá-la, se você confiar em mim.

Ela me observa com hesitação, mas depois de um tempo ela suspira fundo.

— Tudo bem, de qualquer maneira acho que vou enlouquecer caso não desabafe com alguém. —ela me olha com tristeza. — Vem, me ajuda a colocar a sua bicicleta no porta malas do meu carro, vamos conversar em um lugar mais calmo.

— O que restou dela você quis dizer. —aponto para a minha companheira sorrindo, mas na verdade eu quero é chorar. — Vamos.

Melissa me ajuda a levar, as peças que estavam desmontadas da minha bicicleta e juntas colocamos no seu carro, carro que por sinal é uma belezinha.

Assim que entramos, me sento ao seu lado enquanto ela liga o carro dando partida.

— Posso? —pergunto apontando para o rádio do carro, ela apenas assente concentrada na estrada.

Fico feliz quando percebo que está tocando uma das minhas músicas preferidas.

— Você está de brincadeira. —Melissa solta uma risada divertida, apontando para o rádio do carro. — Believer?

Dou ombros.

— Eu amo essa música. —sorrio para ela. — Você não gosta?

— Na verdade é a minha música preferida. —confessa sorrindo. — Pode aumentar por favor?

— Claro.

Aumento o volume, e começo a cantarolar baixinho, Melissa faz o mesmo. Logo o que era uma cantoria baixa, se torna em um show particular quando decidimos elevar nossas vozes.

Cantamos alto em meio as gargalhadas, confesso que nunca me diverti tanto na minha vida. Ser a amiga de Melissa, não será sacrifício algum.



Amor De Verdade [COMPLETO]Onde histórias criam vida. Descubra agora