capítulo 2

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— Isaac sai! — Com você eu falo depois. - Magnólia diz baixo.

— Eu não vou sair Magnólia, a Melissa não fez nada, eu que a beijei.

— Estou mandando você sair, uma hora você vai ter que ir Isaac. — Vai ser pior para ela.

— Tudo bem Isaac, eu vou ficar bem.

Encaro a Magnólia e digo séria para ele.

— Não está nada bem Melissa, eu não quero que você saia machucada disso...

Magnólia me olha sorrindo.

Seu sorriso maligno causa arrepios na minha espinha.

Eu sei que vou sofrer as consequências disso, uma hora eu vou ficar sozinha com a minha tia e vai ser pior.

Ela já disse, eu eu sei que é a pura verdade, Magnólia já me ameaçou, e nunca é em vão.

— Vai Isaac, eu estou te pedindo.

— Eu vou...

Isaac se vira e me olha e depois volta para a minha tia.

— Se você fizer alguma coisa com ela Magnólia, eu denuncio você. - Ele diz irritado.

— Você está me ameaçando? - Ela pergunta a ele rindo. — Seu pedaço de merda, você é quem é por minha causa.

Magnólia vem para mais perto.

— Você!... - Ela aponta um dedo no peito dele e então o empurra. — Não dita as regras Isaac, nunca! — Me ouviu? — Agora sai.

Isaac me olha, então concordo com a cabeça.

Respiro fundo quando ele me olha mais uma vez da porta e sai.

— Sua vadia!

O tapa vem antes que eu espero.

Me desequilibro e dou um passo para trás.

Magnólia me bate mais duas vezes no meu rosto e sinto o gosto metálico de sangue nos meus lábios.

E cada tapa que ela me dá, eu ergo mais minha cabeça desafiando ela.

— Você é igual sua mãe! - Ela grita.

— Não fala da minha mãe! - Grito de volta.

— Você pensa que sua mãe era uma santa?

Magnólia ri alto.

— Sua mãe não passava de uma vagabunda!

Por essa Magnólia não esperava, quando eu avanço para cima dela, ela bate com as costas na parede e suspira.

Então ela tranca seus dedos finos em meu pescoço tirando meu ar.

— Sua mãe tirou tudo de mim... - Ela diz no meu rosto.

Pego seus dedos e tento tirar da minha garganta, me sinto sufocada.

— Ela tirou o meu namorado, engravidou dele!

Magnólia me joga longe fazendo eu cair no chão.

— É mentira!

Minha garganta foi prejudicada com o aperto que ela me deu, mas falo olhando para ela.

— Ela se jogou para cima do Pedro, ele era meu!

— Meus pais se amavam Magnólia...

— Eu estou amando o que eu estou fazendo com o fruto desse amor. - Magnólia pega no meu cabelo e puxa.

A dor pinica meu coro cabeludo e eu não quero chorar e dar essa satisfação para ela.

— Você está pagando por tudo que ela me fez.

fruto proibidoOnde histórias criam vida. Descubra agora