capítulo 22

149 13 0
                                        

                                      ANDREW

Saio desnorteado e correndo do meu escritório quando recebi um telefonema de que a Melissa tinha sofrido um acidente.

Agora estou possesso porque no lugar da minha menina, encontrei o carro que ela estava com a traseira arrebentada.

Não teve nenhuma testemunha que falasse alguma coisa que valesse a pena.

Ninguém viu nada.

Thiago está ao celular desde a hora em que voltamos do lugar onde Melissa sumiu.

Senão fosse por ele, não saberia o que fazer, estou perdido e nervoso por não saber nada dela.

Jimmy chegou mais cedo com sua mulher para levar a Andressa, minha pequena chora o tempo todo pedindo pela mãe.

Eu não sei mais o que fazer.

Uma semana que eu não durmo.

Uma semana que era para ser nosso momento de felicidade e eu estou aqui desesperado sem saber o paradeiro de Melissa.

Meu pai disse que o César não sabe de nada, ele ainda está na cadeia e não poderia fazer nada contra a Melissa.

Ainda assim não confio.

Eu desconfio também da Magnólia, a mulher que acabou com a vida da sobrinha tirando a vida dos pais dela.

Magnólia também é a autora da morte do advogado Isaac.

Eu não queria que a Melissa soubesse nada disso e viesse sofrer, mas agora me culpo por não ter dito a ela.

Melissa teria tomado mais cuidado.

Ela é tão teimosa!

Era uma briga constante por Melissa não querer os seguranças com ela.

Agora eu deveria ter colocado algum juízo na cabeça dela e insistido por isso.

Doutor Almir, um delegado e amigo do meu pai, não tem nenhuma pista de onde está minha menina.

Estou enlouquecendo!

Já pedi todas as câmeras das ruas ao redor de onde o carro de Melissa estava, foi tudo premeditado, porque onde o carro parou não havia câmeras.

Estou de mãos atadas.

Helena disse que quando Melissa a deixou em casa estava tudo bem, ela foi provar o vestido de noiva e estava feliz.

Luciana também diz a mesma coisa.

Mesmo que tanto uma como a outra choram toda vez que falam do último dia em que estiveram com ela.

Mais um dia se passou e é como os outros, não conseguimos nada de concreto.

Então estou dando uma última cartada, vou visitar o César na cadeia.

O policial abre a cela e me deixa entrar, espero eles buscarem aquele maldito.

Meu pai me disse que não seria uma boa ideia vim até aqui, mas eu não posso ficar esperando um milagre para a Melissa aparecer.

César sorri assim que ver quem está aqui.

Eu quero socar a cara dele.

— Que devo essa honra meu sobrinho?

César diz com deboche e cinicamente ri.

— César onde está a Melissa?

Ele me olha com suas grossas sobrancelhas para cima e torce o nariz.

fruto proibidoOnde histórias criam vida. Descubra agora