capítulo 3

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Magnólia não fez fácil para mim, depois do que ela viu o que eu fiz com suas roupas.

Foi uma época difícil, Lucinha então chamou tio Jorge um dia, e disse a ele tudo que se passava comigo e com minha tia.

Eu não posso ficar mais calada Mel, disse ela um dia em que Magnólia me deixou trancada o dia inteiro no quarto, sem uma refeição se quer.

No entanto não fiz fácil para ela também, deixava Magnólia irritada com qualquer chance que eu tinha.

Tio Jorge conversou comigo e pediu para eu dizer o que acontecia quando ele não estava em casa.

Ele queria ouvir de mim.

Contei tudo.

Não teria como mentir, quando Lucinha estava ali incentivando com sua mão na minha.

Então tio Jorge foi de surpreso para irritado, ele disse que não acreditava que isso acontecia tudo bem debaixo do seu nariz, e nunca tinha se dado conta.

Ele ficou chateado também que não sabia que eu era tão infeliz aqui.

Eu sorri meigamente para ele e disse que tudo valia a pena quando eu tinha ele e a Lucinha comigo, e Jimmy também antes dele ir embora.

Tio Jorge disse que me ajudaria, mas que seria bom se a Magnólia não desconfiasse de nada.

Eu tenho medo com que ela possa fazer com você, ou até mesmo com a Lucinha, quando eu não estiver.

Os dias e os meses passam e falta uma semana para eu completar dezoito anos.

O tempo passou rápido, mas não tão rápido para eu sair dessa prisão que minha tia criou, se não fosse isso, essa casa seria perfeita para viver.

Mas olhando de outro modo, o tempo passou mesmo rápido, fez um ano que o Jimmy foi embora.

E tio Jorge está fazendo de tudo para me proteger, mesmo com a Magnólia como um gavião em cima de mim.

Eu sou a tia dela, e ninguém pode me dizer como educar essa menina mimada, ela gritou um dia com o tio Jorge e a Lucinha.

Foi uma discussão acalorada entre ela e tio Jorge depois disso.

Então um dia a felicidade bate em minha porta.

Saio chuveiro cantando e dançando, mesmo por tudo que Magnólia faz eu passar, eu sou feliz.

Meus pais me fizeram assim, e não é a amargura da minha tia má, que vai me mudar.

Lucinha está ali com um sorriso no rosto e um envelope na mão.

— Chegou essa carta para você.

— Para mim? - Pergunto curiosa. — Como chegou até você?

Magnólia não permite nem isso, todas as correspondências passam primeiro pelos seguranças no portão e vão direto para as mãos dela.

— Não importa! - Lucinha dá de ombros. — É sua, e mesmo que seja o que eu imagine, estou feliz por você.

— O que você acha que é? - Pergunto.

— A sua liberdade Mel...

Tiro a carta das mãos dela, então respiro fundo emocionada.

É uma carta da Helena.

Abro rápido e sorrio e choro com cada palavra escrita.

Ela diz que me não se cansou de me procurar, e então casou e seu marido fez de tudo para saber meu parceiro. Helena escreve também que está feliz e grávida, e já com uma gravidez avançada, porque senão fosse por isso, ela mesma teria vindo ao meu encontro. Sorrio mais quando ela ela diz que o nome da bebê será Melissa, não poderia ser diferente, Helena escreve em letras maiúsculas. Então ela não quer uma desculpa e exige que eu vou até ela, porque ela quer a madrinha da filha dela lá quando nascer, choro emocionada com esse título. Helena termina com um beijo e não vejo a hora de abraçar a pessoa que me salvou daquele orfanato.

fruto proibidoOnde histórias criam vida. Descubra agora