MELISSA
Está tudo complicado.
Minha vida é uma bagunça e não tenho como deixar a casa do Andrew.
Helena diz que ela não se sente sozinha comigo aqui, no entanto ela não poderia me querer por perto.
Eu sou sua maior inimiga no momento, eu amo o marido dela.
Uma semana que não vejo o Andrew, os dois estão se evitando.
Me dói essa situação, porque eu sou dele, mas ele não me pertence.
Faz uma semana também que Helena está fazendo terapia, estou achando ela mais feliz e animada.
Foi muito triste quando conversamos sobre a bebê, Helena chorou e se culpou também, eu disse que nada disso está sobre nossas mãos.
Se eu pudesse meus pais estariam aqui, eu disse a ela.
Helena solta uma coisa aqui e ali sobre Andrew e como ele se comporta perto de mim e eu fico nervosa com essa conversa dela, mas não desenrolo o assunto.
Desde que voltei a dona Joana e a Natália não tem paz comigo, faço questão de fazer a vida delas um inferno.
Helena está me esperando para a gente tomar café e ir para a consulta, faço questão de acompanhar ela, isso eu posso fazer por ela com toda a culpa que eu carrego.
Saio do meu quarto e me assusto com a Natália ali na porta me encarando.
— Você me assustou!
Falo levantando a cabeça e encarando a loira com um sorriso atrevido no rosto.
— Que pena, pensei que vagabundas não se assustavam com nada.
Ela diz cínica.
— O que você disse?
— Vagabunda!
Ela repete no meu rosto.
— Você ficou louca!
Dou um passo encarando ela.
— Louca vai ficar a dona Helena quando souber que você está transando com o marido dela.
Dou um passo para trás desnorteada.
— Você não sabe o que está dizendo...
Natália tira o celular do bolso e abre na filmagem.
Eu e o Andrew em seu escritório.
Engulo seco, e encaro ela mais uma vez.
— Se você não quer que isso chegue até sua amiga, me deixe em paz e minha vó também.
Natália me empurra antes de sair, fico lá sem saber o que fazer.
Eu e Helena saímos e estou no piloto automático, preciso falar com o Andrew.
Não tem como evitar.
Deixo Helena na consulta e dou uma desculpa para ela que eu preciso fazer algumas coisas na rua.
Helena sorri e diz que sua consulta demora e não tem com que eu me preocupar, e ela esperará por mim.
Saio em direção ao escritório onde o Andrew trabalha, quando o Carlos foi me buscar no aeroporto nos passamos por lá e ele me apontou o prédio, e o consultório da terapeuta da Helena fica perto também.
Paro na entrada, um segurança me olha de cima abaixo e eu reviro os olhos.
Não sei como o Andrew aguenta esses homens o tempo todo.
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fruto proibido
RomanceNa vida tem coisas que você pode escolher, e outras não. Qual será o propósito de tudo? Melissa se vê nesse dilema.
