Capítulo 24 - GP de Monza

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O almoço com a minha mãe foi muito bom. Durou mais do que eu achava que duraria. Nós ficamos muito tempo conversando e a minha ideia de ir à praia não deu certo. O Max e minha mãe se deram bem demais. Já estavam combinando a próxima vez que viríamos vê-la.

Nós tivemos que ir para o aeroporto no outro dia de manhã cedo e fomos em direção a Monza. Eu tenho uma casa em Monza, então nós decidimos ficar na minha casa e não em um hotel.

– Eu amei essa última semana de um jeito indescritível. – Max falou assim que deitou na minha cama.

– Foi espetacular, minha vida mudou totalmente, mas está sendo tudo maravilhoso. – falei sorrindo. – Passamos tanta coisa essa semana que parece que namoramos a um mês, pelo menos.

– Parece mesmo – ele disse rindo – mas eu estou com uma sensação ruim pra esse GP.

Quando ele disse isso meu coração apertou demais, não queria pensar que ele poderia se machucar.

– Você vai correr? Mesmo se sentindo assim... – falei deitando ao lado dele

– Acho que sim, espero que essa sensação passe. – ele disse olhando pra mim

– Espero que você não se machuque... – disse olhando nos olhos dele.

– Tenho uma coisa pra te pedir... – ele disse com um sorriso animado

– Meu Deus, devo ficar preocupada? – falei olhando pra ele esperando que ele terminasse de falar.

– Não, você pode recusar, eu só quero saber o que você acha. – ele disse acariciando meu rosto – O aniversário do meu sobrinho é semana que vem, em Mônaco, queria saber se você quer ir... minha irmã e minha mãe querem muito te conhecer...

– Aí meu Deus, eu vou com você, claro – falei e e abriu um sorriso. – Mas e se elas não gostarem de mim?

– Ah, Carolina... – ele disse chegando mais próximo de mim. – Impossível não gostar de você. – falou e me deu um selinho.

Nós dormimos abraçados aquela noite, cada ele estava mais carinhoso, eu estava cada dia mais apaixonada.

Mas no outro dia tínhamos que acordar cedo para irmos ao treino livre. Eu não tirava da cabeça aquela história da sensação ruim, o que me fez ficar muito mais preocupada que o normal.

Querendo ou não, todas as vezes que o Max está correndo meu coração fica apertado. Cada curva que ele faz, cada vez que ele passa perto do muro... Era uma tortura, mas aquele dia foi ainda mais.

Quando o segundo treino livre chegou ao fim eu consegui respirar outra vez. Eu estava tão aliviada que o Max estava bem. Na hora que ele desceu do carro eu corri para dar um beijo nele. Ele ficou assustado de primeira, mas deu risada na hora que o beijo acabou.

– Isso ainda é por aquela história da sensação ruim, não é? – ele disse rindo um pouco

– Não ri, eu quase morri do coração hoje – eu falei cruzando os braços e ele continuou rindo de mim.

Aquele momento ele tinha que ir fazer a pesagem e começar a reidratação, então eu dei espaço para ele fazer essas coisas enquanto arrumava a sala para a banheira de gelo.

Nós fizemos isso e, ao concluirmos tudo, fomos para casa. Eu fiz um jantar para nós dois passarmos a noite e fizemos uma sessão de filmes de romance.

Nós não dormimos muito bem aquela noite, então aquilo fez com que eu ficasse extremamente ansiosa e o Max percebeu. Ele tentou me acalmar, mas eu estava estressada com aquilo e nós não conversamos aquela manhã

Eu acompanhei terceiro treino livre com sem conseguir respirar direito, mas ele estava sendo o mais rápido e não houve nada demais. Durante o tempo entre o TL3 e a qualy, fui beber um chá para tentar acalmar a minha cabeça. Eu não queria que ele corresse.

Não voltei para a garagem a tempo de falar com ele antes do início da qualy. Então fiquei ao lado dos engenheiros ouvindo e vendo tudo que estava acontecendo. O Max estava muito superior aos outros, mas na última curva houve uma batida.

Aquilo foi tão rápido, eu não estava conseguindo respirar. A batida tinha sido muito forte. O carro do Max havia se partido ao meio e ainda não haviam notícias de como ele estava.

Eu realmente não estava conseguindo me manter em pé. Um dos engenheiros dele veio até mim para que eu não caísse no chão. Fiquei sentada na cadeira que era direcionada a ele, prestando atenção para saber notícias do Max.

O Horner estava enlouquecido com aquilo. Eu estava passando mal. Nós precisávamos de notícias do Max. Ele não falava nada no rádio, nos tentamos falar com ele, não recebíamos sinal algum.

Alguém trouxe um pouco de sal para que a minha pressão voltasse ao normal e quando me senti melhor sai correndo em direção aonde foi a batida. Haviam dado bandeira vermelha, então não tinha perigo de estar correndo ali.

O Max havia batido em um local perto de onde estávamos, mas na hora que cheguei lá um dos rapazes que estavam trabalhando não me deixou passar. Os paramédicos estavam estabilizando o corpo dele para que não houvesse mais traumas durante a movimentação e aquele tempo pareceu uma tortura.

Eu precisava de notícias. Eu precisava ouvir a voz dele novamente. Precisava dizer que amava ele. Dar um apelido fofo e planejar nosso futuro. Eu não podia perdê-lo daquele jeito.

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