Capítulo 10

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Eu orientei o Max a fazer alguns exercícios para melhorar a dor no pescoço e voltei para o meu quarto.

Já não era mais uma tortura tão grande passar tempo com ele, na realidade estava ficando divertido. Ele não era tão ruim quanto eu pensei.

Fui para o meu quarto, tomei um banho e deitei na cama. Estava vendo coisas aleatórias no Instagram até que recebi uma mensagem.

📲 Max: Se eu conseguir a pole amanhã, devíamos sair para jantar...

Fiquei encarando o celular por um tempo, o que estava rolando? Ele estava me chamando pra sair.

📲 Eu: Mas eu deveria ganhar algo bom se você conseguir a pole sem sentir dores, não deveria ser torturada 🫠

Ele não demorou a responder isso

📲 Max: Você é insuportável, Carolina. Não sei porque eu ainda tento...

Odeio mensagens, não dá pra saber quando é sério ou quando é sarcasmo. Será que ele estava realmente chateado pela minha reação? Será que estava tirando uma com a minha cara?

Resolvi levantar, coloquei um roupão de cetim por cima e fui até o quarto dele, era no mesmo corredor que o meu, então não demoraria tanto.

Ainda estava com o cartão do quarto dele, então eu apenas bati uma vez e abri a porta, ele deu um pulo da cama, assustado e eu comecei a rir

– Você é maluca, Carolina? – ele disse voltando a se acomodar na cama. – Como que você entra no meu quarto assim? E se eu estivesse com alguém?

– Acho que se você estivesse com alguém não estaria mandando mensagens me chamando pra jantar – falei e me sentei ao lado dele na cama

– Então você veio aqui por isso? O que você queria fazer que não dava pra ser por mensagem? – falou com um sorriso malicioso

– Tira esse sorrisinho da cara, eu só queria que você me explicasse o que vai acontecer, quais são os seus planos – falei olhando nos olhos dele, era extremamente difícil falar com ele sem desviar o olhar

– Eu, você, sair, comer, comemorar – ele foi falando pausadamente

– Só nós dois? – falei semicerrando os olhos para ele

– Você quer que eu chame todos os pilotos? – falou revirando os olhos

– Você quer um jantar comigo por uma pole? Claro que não – ele me olhou incrédulo – Eu saio pra jantar com você se você ganhar a corrida e tem que falar que ganhou por minha causa – dei um sorrisinho

– Você se acha demais – falou enquanto me observava – Se isso acontecer, você vai ter que usar o que eu escolher no jantar e fazer o que eu quiser também

– Eu topo, você não pode me pedir pra transar com você, se concordar temos um trato – falei olhando uma notificação que chegou no meu celular, era o Charles, quando voltasse para o meu quarto eu leria.

– Eu não preciso te pedir pra transar comigo, na realidade, isso só vai acontecer quando você pedir pra mim – falou cheio de convicção

– Que bom, não vai acontecer nunca então – falei indo em direção a porta

– Próxima vez me avisa que você está vindo, já que não pretende devolver meu cartão – falou em tom sarcástico

Ignorei e fui em direção ao meu quarto, mas ao chegar lá me deparo com o Charles em frente a minha porta.

– O que você está fazendo aqui? – perguntei confusa

– Eu estava achando que você não queria me atender – falou ele sorrindo

– Você sabe que eu não faria isso, vamos entrar – falei abrindo a porta

Reparei que ele olhou o outro cartão que estava na minha mão, só estava aguardando a pergunta que eu sei que ele faria.

– Onde você estava? – perguntou entrando no meu quarto

– Estava no quarto do Max – falei e percebi o que ele tinha entendido – Não, eu estava conversando com ele, só isso.

– Você não me deve explicações, linda – falou ele sorrindo um pouco.

– Seu olhar julgador me disse outra coisa – falei deitando na cama. – Sinto falta da nossa amizade, Charles

– Eu morro de saudades de ter você na minha vida, Carolina – falou ele deitando ao meu lado

– O que você sente por mim? – perguntei de uma vez.

Esse tempo afastados me fez perceber que eu amava a minha amizade com o Charles, amava compartilhar minha vida com ele, mas não de uma forma romântica.

Precisava saber se ele tinha a mesma percepção, porque não quero magoá-lo, não quero que ele pense que algo pode acontecer quando eu sei que não vai.

– Eu gosto de você, de um jeito romântico, mas sei que você não sente o mesmo. – ele falou olhando para o teto – Mas quero ser seu amigo, quero te ter na minha vida, não ter você dói.

– Charles, eu não quero te machucar, não quero mesmo. – falei olhando para ele – Você tem certeza de que estar comigo sabendo que nada vai acontecer não vai te machucar?

– Eu já me acostumei com a ideia de que você e o Max vão ter algo – ele falou olhando nos meus olhos

– Como assim? Eu não tô dizendo que não vai acontecer entre a gente porque tenho algo com ele, não tenho nada com ele.

– Carolina... Todo mundo fala de vocês. Você e o Ricciardo são as duas únicas pessoas que fazem ele mostrar um outro lado, todos comentam sobre isso – ele me disse e eu fiquei surpresa, não sabia que exista um "eu e ele" para comentarem

– Nós não temos nada, de verdade. – falei desviando o olhar. – Você quer dormir aqui? Pra me contar essas fofocas que eu não estou sabendo?

– Como antes de todo caos? – falou ele sorrindo para mim

– Como antes de todo caos!

Eu amava ele, amava vê-lo sorrindo e estar com ele. Aquela noite dormi feliz por isso ter acontecido.

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