CAPÍTULO 6

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BRUNO REZENDE

Sentia o gosto dos seus lábios, enquanto minhas mãos pressionavam sua cintura... até que ela me empurrou levemente,  e me fitou sem entender o que havia acontecido,  e se levantou sem dizer uma palavra se quer.

Esfreguei meu rosto, pensando no que faria agora...

Sai do gramado e adentrei a tenda, não encontrando ela ali. Peguei uma garrafa de champanhe e duas taças,  sabia muito bem onde ela estaria, precisava esclarecer o que havia acontecido...  abri a porta do quarto onde ela estava ficando, e vi ela observar a noite pela janela, com seus pensamentos longe. Parei do seu lado, fitando o mesmo horizonte que ela.

- porque você fez aquilo?
Perguntou,  e fitei ela que me encarava com os olhos marejados.

- não sei...
Falei, e por incrível que pareça,  não fiz aquilo por conta da aposta... o momento, o clima entre a gente,  parece que me empurraram. Pois em momento nenhum que aquele beijo rolou, lembrei dessa aposta.

- como assim não sei... você me beijou sem motivos? Isso é esquisito.
Falou, soltando um riso irônico.

- pode me matar eu deixo.
Falei suspirando.

- você foi ridículo! Acabou confundindo toda a situação!
Falou, ainda me encarando.

- engraçado que você correspondeu o beijo? Ou eu beijie sozinho?
Perguntei. E ela revirou os olhos

- mania feia, de tirar o foco de você.  Sempre impus um limite entre a gente, pra esse tipo de coisa não acontecer,  e você passou ele.
Falou.

- e qual é o problema Laura? Parece que é crime beijar.
Falei, e ela riu.

- você não entende mesmo né. Falta inteligência as vezes.
Falou, saindo do meu lado.

- tá me chamando de burro?
Perguntei indignado.

- de inteligente que não é.
Falou, e ri mordendo meu lábio

- agora quem tá tirando o foco,  é você.
Falei, observando ela revirar o olhos e pegar a garrafa de champanhe da minha mão.

- vai fazer o que?
Perguntei,  observando ela sentar no chão.

- beber,  e fingir que aquele beijo não aconteceu,  e você faça o mesmo.
Falou, e começou a beber no gargalo.

Me sentei do seu lado  e tirei a garrafa das suas maos, e bebi e depois encarei ela.

- algo difícil, esquecer o que aconteceu.
Falei, fitando ela.

- mas não impossível.
Falou, com seus olhos fixos nos meus.

Dias depois...

Desde a mimha atitude em beijar ela, não nos vimos mais. Ela me evitava e isso me surpreendeu mais ainda, normalmente as garotas com quem eu fico, nunca me evitam pelo contrário,  depois do beijo sempre me procuram.

Mas a Laura não, foi como se ela tivesse violado uma regra nela, ainda pelo noivo dela? Pode ser! Mas enfim, ela não pode se prender o resto da vida a um sentimento  que só vai corroer ela.

Hoje seria um jantar na casa do meu pai, afinal eles tinham voltado de lua mel, e queriam reunir a família.  Estava  no sofá da sala, e só o irmão dela havia chegado.  Porque eu me preocupava também,  se ela viesse ou não. De qualquer forma a aposta tava ganha.

- filha, pensei que não ia vir.
A mãe dela falou, e imediatamente meu olhar se encontrou com o dela.

- desculpa a demora, os duas tão corridos.
Falou, sorrindo fraco.

em família-bruno rezende Onde histórias criam vida. Descubra agora