A Dor
Jonas
Era o meu primeiro dia de trabalho, e eu estava extremamente feliz. O uniforme estava disposto na cama, a marmita na bancada. Tudo em meu lar estava limpo e organizado. Há 7 dias tinha pedido as contas na lanchonete, e havia ajeitado toda a papelada para ingressar no
novo emprego.
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Por alguma razão haviam termos confidencialidade no meu contrato. Mas não me importei, pois poderia ser por causa das drogas que usaríamos nos psicóticos que, eram o nosso grupo de controle. Já que segundo o Doutor Luiz D'Ávila, estes produziam uma espécie de hormônio que se revertido poderia mesmo curar a insanidade.
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A única coisa que restava ajeitar era a minha maleta médica, por esse motivo verifiquei cada documento e material. Nada faltava. Então fechei o ziper, e sai com um sorriso no rosto. Mas quando estava chegando a porta olhei para o quadro de minha mãe, e a alegria se foi.
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Ainda me culpava por sua morte, e prometi a sua figura que algum dia criaria a Fundação Sandra Lima para poder salvar outras pessoas do fim. Uma lágrima caiu. Sempre que me lembrava do dia em que morreu isto acontecia, e logo depois era transportado para as memórias do meu passado...
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"Garoto! Garoto não se aproxime!" Diziam os bombeiros tentando apagar as labaredas que subiam aos céus. Eu tossia, cobrindo minha boca com a manga da camisa. Queria entrar. Precisava fazê-lo. Minha mãe estava lá dentro daquele maldito Instituto, e sabia que seria capaz de usar o fogo para destruir a si mesma. Só que eles não me deixaram passar, e acabei fazendo uma enorme confusão na entrada do prédio que foi interrompida pelo estrondo de uma explosão.
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"Sandra Costa Lima não sobreviveu, porquê de acordo com a perícia haviam marcas de tentativa de automutilação em seu pescoço carbonizado que precedem ao incêndio e..." Foi tudo o quê consegui ouvir antes de me levantar e ir embora. Ela não foi vítima do fogo. Ela se matou, e eu sabia que era o responsável. Se tivesse uma condição financeira melhor, ela teria recebido os devidos cuidados. Mas como não tinha. Fui obrigado a mantê-la naquele buraco que o Governo criou.
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Por um momento meu ânimo se dissolveu em cinzas. Contudo como tomei os remédios para transtorno depressivo, aos poucos fui capaz de me reanimar. Posso não ter conseguido salvar a vida da minha mãe, só que isto não significa que sou incapaz de proteger os outros. Sou um médico agora, formado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, e farei a diferença. Impedindo que outras "Sandra's" deixem as suas famílias.
O ENCONTRO
A Incendiária Satânica
Já faz 3 anos desde que estou no Hospital Santa Maria. O Benfeitor cumpriu mesmo com a sua palavra, e graças aos seus inúmeros contatos, recebi a benção de mudar de identidade. A Senhorita Amato se foi. Agora todos me chamam de Regina D'ell Martini. A paciente número 13. A quem os profissionais da saúde devem respeitar e obedecer, porquê do contrário podem perder os seus empregos.
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Ficar aqui é bem melhor do quê no Instituto Vidal. Mas sinto falta de casa, das minhas redes sociais, dos streamings, dos sites piratas que acessava porquê só tinha uma conta na empresa com N... e principalmente do meu amado gamer Klaus Albernaz cujo o qual não posso ver, porquê segundo o Benfeitor, "o Amor é uma fraqueza que não é bem vinda" para os seus planos.
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Soturna
RomanceHá uma sociedade por trás de tudo que comanda e modela o mundo para atender aos seus propósitos. Muito fala-se a respeito, porém pouco se sabe para de fato julgar. Todavia enquanto a maioria apenas especula sobre a glória e o perigo, Alicia Amato e...
