Parte 3

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Vítima?
Regina

Aquele doutor realmente é outro babaca que precisa ser corrigido. Eu vi quando riu das minhas palavras, e se o fez é porquê com certeza só está em Santa Maria pelo salário gordo do PAD. Mas deixarei para resolver as minhas diferenças com ele depois. Quando tiver pisado tão feio na bola que eu poderei torturá-lo antes de matá-lo, para servi-lo como comida aos cães da rua!

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Perdi a cabeça por um segundo. Aquele homem idiota disfarçado de garoto despertava tais sentimentimentos em mim. Quer dizer que paciente quer ver que os médicos não os veem como pessoas. Mas pedaços de carne que eles podem saborear? Eu posso está enganada. Porém a forma como ele me encarou. Aquilo não era nada fraternal.

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De novo estava pensando naquele moleque loiro e a concentração estava se esvaindo. "Que droga! Até parece que é importante o suficiente para merecer que eu pense nele! Foco A...Regina." Disse para mim internamente, antes de me aproximar da ovelha pródiga
escolhida: Eloísa Magalhães.

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A médica que não só estava beijando médicos recém chegados no hospital, como também andava administrando drogas pesadas em pacientes, com o intuito de estimulá-los, para roubar-lhes os, há pouco tempo descobertos, hormônios da insanidade que, eram perfeitos aditivos para os potentes alucinógenos que ela vendia na Deep Web.

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Eloísa não soube aproveitar a oportunidade que o Benfeitor lhe deu, e como o contrato da ordem dizia que "Preferia ter a garganta cortada do quê violar uma das nossas leis", eu estava ali para ajudá-la a cumprir com a sua obrigação, ou melhor, lembrá-la de quê nenhum dos pacientes poderia ser usado para ter benefícios, uma vez que todos eles eram criaturas destinadas ao Plano Mestre da Grande Cúpula. A Ordem a qual quase toda a equipe de Santa Maria servia.

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Me aproximei da porta e olhei para Eloísa. Ela ainda estava com os trajes que usou para provocar o doutor Lima, e isso me deixou indiferente. "Duas vezes piranha." Pensei ao vê-la conversando com os outros membros da Ordem, e me foquei em seu corpo, para cumprir aquela missão com gosto.

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Comecei a lagrimar. Tremer, e quando minhas íris subiram, ouvi os berros estrondosos da doutora que passou a sentir uma dor excruciante. Deveria ter parado ali. Só que não consegui, e quando meu poder cessou, a vi vomitar bolas de sangue no piso, como se tivesse desenvolvido uma úlcera grave por causa de minha intervenção.

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Fiquei parada na porta, e nossos olhos se encontraram. A boca dela se moveu enquanto tentava pronunciar o meu nome de batismo. Eloísa sabia das minhas capacidades telecinéticas e agora tentava me denunciar aos outros que por desespero, ligavam para a emergência. Ela estava apavorada, e sua expressão de agonia me fazia sorrir, porquê a desgraçada podia sentir a mesma dor que causou aos meus semelhantes.

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A senhorita Eloísa deu seu último urro e desfaleceu no chão, e ainda que tudo tivesse corrido fora dos meus planos, eu estava feliz por ter concluído tal tarefa, porquê sem presença da Dra. Magalhães, outros deficientes não seriam espetados contra a sua vontade, para nutrir viciados na loucura que adoravam se disfarçar de comuns.

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