CÚMPLICE
Jonas
Eram 15:45, e eu estava enfornado no consultório, realizando algumas análises sobre os relatórios médicos da paciente nª 13. Algumas semanas tinham se passado, e Alícia estava pior do quê nunca, depois dos horrores que havíamos conhecido no palácio dos Cravos e Rosas.
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Amato não saia do quarto por nada no mundo, e sua rotina era baseada em: realizar necessidades, tomar 4 a 5 banhos diários, e depois voltar para a cama, de onde só se levantava para repetir o ciclo, como se estivesse presa em uma espiral de ouroboros.
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A bela não falava coisa com coisa, e após aquele episódio sombrio, tinha colocado em sua cabeça que os integrantes da GRAC viriam buscá-la de madrugada, porquê não atendia aos príncipios básicos da ordem, e adorava se rebelar contra o Balthazar, sem pensar duas vezes. Portanto com uma crença praticamente ingênua, a mesma defendia que se não saísse do seu apartamento, nada ruim poderia lhe acontecer.
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Eu não sabia mais o quê fazer para ajudá-la. Então sem ter ideia de quais medidas tomar. Me vi obrigado a contar sobre o quê experienciamos para o Klaus, a quem pedi apoio, para que ambos pudessêmos ajudar a garota pesadelo a recuperar aquele fio de sanidade que, a impedia de ser como os pacientes mais comuns de Santa Maria.
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Para a minha surpresa, o Sr. Albernaz não pestanejou, e perguntou como poderia auxiliá-la em sua terapia. Assim o instrui a utilizar a conexão que tinha com ela, para que a fizesse lembrar dos seus aspectos mais humanos, e ele passou a vistitá-la constantemente. Tanto dia quanto a noite. O quê de algum modo me deixou mais tranquilo, porquê desta maneira soube que, ela não tentaria nada para se livrar dos demônios internos que, estavam mais agitados do quê
nunca.
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Eu tive que dá o meu braço a torcer. Apesar do Nerd desordeiro, parecer um canalha egoísta a primeira vista, ele realmente se importava com a Amato, e estava disposto a fazer qualquer coisa para que ela se recuperasse o trauma. Diante disso parei de implicar com o mesmo, e o aceitei como um rival digno que não era fácil de vencer. Mas merecia o meu respeito.
_Jonas.
Klaus me chamou, logo depois de retornar do encontro com a nossa querida bordeline que, hoje abriu a porta para o companheiro, só para pegar os comprimidos que prescreevi para ela, por conta da ansiedade que a acometia, devido ao estresse pós-traumático.
_Tenho um jogo essa noite, e eles vão pagar adiantado para o meu time perder.
O namorado da Amato começou a falar, e eu o fitei com ares de julgamento. O quê o fez respirar fundo, como se não quisesse se aprofundar no assunto.
_Eu sei. Eu sei. Mas entenda. Se eu não jogar dessa maneira não vou poder comprar os remédios dela, e isso vai acabar sobrando para você que, com certeza não vai deixar ela sem os medicamentos.
Ele retrucou, e suspirei. Era verdade, a aquela altura faria qualquer coisa para ajudar a Lícia. Diante de tal fato, fiquei calado e assenti.
_Olhe nós temos as nossas diferenças. Porquê não sou nenhum cego. Só que nas atuais circunstâncias, prefiro que seja você que esteja perto da Líci, do quê outro canalha que só quer se aproveitar dela, e pouco se importa com o seu bem-estar.
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Soturna
RomanceHá uma sociedade por trás de tudo que comanda e modela o mundo para atender aos seus propósitos. Muito fala-se a respeito, porém pouco se sabe para de fato julgar. Todavia enquanto a maioria apenas especula sobre a glória e o perigo, Alicia Amato e...
