Parte 28

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PROIBIDO
Balthazar


"A humanidade tem nos dado muitos nomes no decorrer de nossa jornada. No início éramos conhecidos por títulos que eles nos atribuíam como: Anunnakis, Deuses, Anjos, Demônios...Mas cada fato que te contarei será dito de acordo com as memórias de que me lembro."

"Portanto não se assuste se as divindades citadas não forem encontradas nos livros
dos homens, pois ainda que poucos tenham tido acesso a esta informação, é a partir da nossa história que todos os seus mitos se originaram" Respiro fundo e tomo um gole de Whisky, mostrando que a história será longa e cheia de reviravoltas que podem não terminar
com um final feliz.

"Depois que o anjo da morte, Saryl partiu com a deusa rainha Kiloph. Yarv me promoveu a novo mensageiro, e pude colocar em ação todas as coisas que aprendi. Eu mutilei, estripei, e torturei vários seres em nome do meu pai. Mas ao contrário do filho favorito, amava sentir o gosto do sangue de minhas vítimas, e o cheiro da morte era como um perfurme. Ter aqueles corpos
tão frágeis em meus braços era viciante." As palavras que saem de minha boca deixam
Jonas desconfortável.

"Achava que estava sozinho no universo, e que as mulheres só serviam para o prazer. Até a conhecer. Ela sempre teve olhos doces, e lutou para fazer o certo. Mas em sua mente haviam desejos obscuros que me excitavam. Lyris a filha de Saryl, era excepcional, uma em um milhão, e foi assim que começou a minha perdição." Suspiro, e sorrio lembrando-me de alguns momentos quentes que tivemos.



"Eu odiava o quê Saryl tinha feito com a rainha Killoph. Ele era o seu filho, não devia desejá-la, nem lhe querer daquela forma. Porém depois que vi a minha sobrinha, comecei a entender o quê eles tinham. Não havia proximidade familiar entre Killoph e Saryl. Ela não conhecia seus filhos. Era apenas a parideira de Yarv que ficava presa no Jardim proibido. Sendo assim Saryl a viu como mulher, porquê nunca lhe apresentaram como sua mãe." A história deixa Jonas assustado. Se Lyris é Alicia, ela é irmã dele e ao mesmo tempo sua sobrinha. Ele já entendeu
que isso estava incorreto em tantos níveis que não conseguia encontrar palavras
para se expressar.

"O mesmo agora acontecia comigo. Eu não conhecia Lyris. Uma vez que ela nunca me foi apresentada como sobrinha ou irmã. Era só uma jovem mulher, muito bela, e com ideias que
me deixavam louco. Como o Hades eu a vigiei. Como um traidor fui bastante sorrateiro. Lyris também não era uma santa, andava se relacionando com o mensageiro da glória de Yarv, Mykhal, e o próprio irmão Azy. Ela era perfeita." A última frase faz com quê Jonas engula
a própria saliva.







PERMISSÃO
Balthazar

"Fui até Saryl. Ele agora era um rei, e com a ajuda dos condenados por Yarv, dominava Iterse, o reino das almas esquecidas pelo arquiteto da vida. Seres que serviam como prova de quê Yarv falhava. Evidências que por não poder destruir, guardava no subterrâneo de Parsax." Jonas ouve aquilo cada vez mais entretido. Tudo lhe parecia doentio. Mas estranhamente fascinante.

"Saryl me negou a mão da princesa Lyris. Eu não participei de seu golpe para tomar Iterse de Yarv. Portanto não era digno. Aquilo me destruiu. Ela era o meu único amor, a única por quem faria alguma coisa. Por este mote iniciei um motim que tirou o pai dela do trono, e me fez o novo rei de Iterse." O meu olhar é cheio de soberba, mas não tarda a se entregar a tristeza.

"Sob a promessa de não levar o seu pai até o portal dos arcontes. Lyris concordou em assumir a coroa para me legitimar, e enfim se tornou minha. Entretanto tinha um problema. Ela não me amava. Não suportava está perto de mim, e vez ou outra Mykhal e Azy eram encontrados pelos cantos de Iterse com a nova rainha." Tento me conter, mas meu ciúme é evidente, e Jonas parece entender.







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