Parte 18

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O LIVRO
Klaus

Cheguei em casa um pouco exausto por causa do jogo. Ser derrotado várias vezes e esculachado pelos supostos fãs não foi fácil. Mas felizmente estava com o dinheiro em mãos e no dia seguinte poderia ver a minha Lici.

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Me sentei no colchão onde antes dormíamos, e memórias dos nossos risos escandalosos na madrugada me levaram a vê-la ali enquanto brincava com Alana, enchendo-a de beijos, e cutucando os seus pezinhos.

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 Éramos uma família feliz, ou pelo menos nos esforçávamos para ser. Como sinto falta delas. Suspirei com certo desgosto. Essas pequenas alegrias nunca mais voltariam, não agora que tudo o quê Alicia disse que ia acontecer, está de fato acontecendo.  

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Olhei para o nosso guarda-roupa que estava aberto, e vi o único livro de fantasia que Lici escreveu mas jamais publicou: Luckylah - As Crônicas do Inferno. "É pelo visto. Minha amada realmente ama as terras infernais." Pensei ao analisar o título, e algo me levou a ficar de pé e pegar o seu manuscrito, como se houvesse alguma mensagem importante ali.

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"Luckylah era uma princesa poderosa que, havia sido escolhida por Lúcios para governar o reino de Darklan, quando tivesse a maior idade. Por toda a sua vida, ela foi preparada para reinar. Mas quando estava prestes a ser coroada, conheceu um cientista que invadiu a sua dimensão e a deixou confusa sobre seus sentimentos. Luckylah era prometida do rei Borious, o viciado em Jogatinas a quem amava. Entretanto quando Howard chegou com sua ciência e teorias diferentes do mundo em que estava habituada, a princesa ficou encantada com o mesmo, e o quê Luckylah não esperava era que..."
 
 
 
 
 
DESCOBERTA I
Jonas

Depois daquela noite, Alicia voltou ao seu estado de carnívora incurável, e me pediu até para contrabandear churrasco algumas vezes. Ela preferiu se transformar numa predadora do quê a ser próxima presa, e sou obrigado a admitir, isso me trouxe certo orgulho, já que preferia ver a turrona e crítica Alicia em ação, do quê a medrosa e assustada. Porquê era como se esse papel de vítima não fizesse o menor sentido com a mesma sabe?

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Eram 19:20. Estava indo em rumo ao seu quarto para prosseguirmos com os estudos sobre a filosofia da Grande Cúpula. Agora mais do quê nunca devíamos conhecer tudo o quê podíamos sobre eles.
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De repente vi uma silhueta e me escondi. Era Lisbeth que estava indo pegar água, enquanto colocava a mão no bolso que fazia um ruído ferroso. Escapei de seus olhos e atravessei a porta de Amato.
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 Como ela não sentia mais medo, deixava a entrada aberta até 19:30. Lícia estava com alguns papéis e livros em mãos, parecendo uma nerd gótica daqueles filmes antigos, nos quais isto era sinônimo de feiura para os idiotas. Mas para mim, era como um encanto raro que não se encontrava em qualquer esquina ou igreja.

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Antes de sair da órbita e mergulhar em pensamentos proibidos, me sentei na ponta do colchão para que ela se recostasse na parede. Como estava de saia, a mesma jogou o lençol por cima das belas pernas que, não consegui deixar de notar, e até guardei no arquivo: Coisas que certamente vão aparecer em meus sonhos mais tarde.

SoturnaOnde histórias criam vida. Descubra agora