Parte 16

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AVISO: O conteúdo a seguir é +18.
Contém violência extrema, e antropofagia.

O CAMINHO
Jonas
Alicia continuou calada depois que confessei que ia sair de Santa Maria. Ela não parecia gostar da ideia de quê ficaria longe. Mas isso me fez sentir mais prazer do quê compaixão. Afinal foi a própria Regina D'ell Incubo que me excluiu dos seus cálculos românticos, e agora não queria que fosse embora.

...

Olhei para ela por um instante. Então estiquei a mão para pegar uma das garrafas que tinha no frigobar. "Esse pessoal da GRAC sabe o quê é bebida forte". Pensei ao ver as opções. Entretanto quando meus dedos foram em direção ao gargalo, nossas mãos se acharam e por impulso nos encaramos.
...

Lícia estava mais furiosa do quê triste, e isto me alegrou. Talvez se importasse comigo. Mais do quê ela mesma era mesma era capaz de imaginar.

O EVENTO
Alicia

O Castelo da Grande Cúpula era extremamente luxuoso. Todos usavam branco, vermelho, ou preto e branco. A música tocava, embalando a pista, e a cada minuto um garçom passava, oferecendo pequenos petiscos que não aliviavam a fome de ninguém, ou seja uma costumeira
festa de ricos.

...

Embora estivesse chateado comigo, Jonas não se afastava. Ele sabia que não conhecia metade dos participantes do evento, e parecia não querer me colocar em perigo por causa da sua raiva. Então sabendo que estava segura, me sentei em um dos sofás vitorianos, e bebi um pouco da sangria que, estava disposta em taças sobre a bandeja.

...

Não demorou muito e me arrependi, a bebida era mais forte e amarga do quê esperava, e como resultado, minhas pernas passaram a tremer, e tudo começou a girar. O mundo de repente me pareceu abstrato, como se estivesse dentro da pintura de Van Gogh, e o loiro logo percebeu que tinha algo errado.
...

Por essa razão ele me pegou em seus braços, não permitindo que me movimentasse, para não me esbarrar em ninguém ou cair no piso. Eu me debati. Queria ficar de pé para andar e tirar um pouco do álcool do meu organismo. Só que ele insistia em nos manter inertes, e mesmo sem dizer uma palavra, permaneceu a cuidar de mim.

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Foi então que o peso de consciência me esmagou, e assim decidi me aquietar. Apesar de tudo ele continuava ali, sempre solícito e disponível, e aquilo estava acabando comigo.

_Vamos tomar um ar.

Ouvi o alienista dizer como se estivesse a metros de distância de mim, e com cautela estabalizei as solas do sapato, pressionando-as no chão.

_Está bem.

Respondi, permitindo que ele me guiasse.

...

Fora do salão de festas havia um belo jardim cheio de estátuas clássicas que remetiam a mitologia dos deuses gregos, como: o Rapto de Perséfone, Vênus Calipígia, e Adônis, ou era o quê conseguia ver por causa do efeito da sangria batizada que continuava a agir.

...

O médico então me encostou na parede, e retirou do fundo do bolso um pedaço de limão que havia arrancado do coquetel que bebeu mais cedo. Já tinha uma ideia do quê planejava, e por conta disso virei a cabeça em negação. Mas ele segurou ao meu queixo com precisão, e colocou a fruta extremamente azeda e cítrica entre os meus lábios.

SoturnaOnde histórias criam vida. Descubra agora