E Se? Capítulo 7

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Carla

Ao escutar aquilo meu coração erra uma batida e tenho dificuldade de respirar, meus colegas percebem que há algo de errado e correm na minha direção, ouço atentamente o vizinho dizer que meu filho se afogou na Piscina e que Arthur o levou para o hospital. Sinto que vou desmaiar e uma colega me ampara, o outro pega o telefone e pergunta para qual hospital o levaram. Entro em desespero e sou amparada pelos colegas, peço que pelo amor de Deus me levem para o hospital.

Chego ao hospital e sou informada que meu filho está nesse momento sendo operado pelo Arthur, fico em choque, o enfermeiro me informa que Lucas se afogou, Arthur conseguiu o reanimar, durante o trajeto ele teve uma parada respiratória e novamente Arthur e o outro médico conseguiram reverter, contudo ao chegar ao hospital foi constatado um edema na cabeça e precisou ser levado urgente para o centro cirúrgico.

Ao ouvir tudo isso tenho a sensação que minha alma saiu do meu corpo, ligo para minha mãe e conto o que aconteceu ela me diz que irá ficar comigo, vejo Naná chegando sendo aparada por um homem, vou em sua direção e a abraço, ela está em estado de choque toda molhada, eu a abraço e digo que vai ficar tudo bem, peço um atendimento médico para ela. O homem que veio acompanhado Naná se apresenta e diz que é o meu vizinho, agradeço a ele por tudo e peço que me conte o que viu, ele me relata e diz que Naná e Arthur salvaram a vida do meu filho. 

Um enfermeiro vem e me atualiza, diz que até então a cirurgia está transcorrendo bem e que por ser uma cirurgia de alto risco não tem hora para acabar mas que ficasse tranquila porque ele está sendo operado pelo melhor neurocirurgião do Brasil. Fico curiosa com isso e resolvo pesquisar o nome dele no google, lembrei de ter visto o sobrenome dele ontem no jaleco, ao pesquisar o nome de Arthur Picoli fico surpresa, ele realmente é muito bem conceituado tendo sido inclusive premiado fora do Brasil, isso de certa forma aliviou um pouco minha tensão. Minha mãe chega e nos abraçamos, ela chora e diz que está com medo, a tranquilizo e digo que o melhor médico está operando ele, apesar disso, estou apavorada e desabo em lágrimas.

Já se passaram quatro horas que estou nesse hospital e essa cirurgia não acaba, sou informada que a Naná já está mais calma após os medicamentos, vou até o quarto onde ela está e ao me ver ela chora desesperada.

- Me perdoe Carla, me perdoe, eu sei que você vai me demitir, não tem problema, só peço que me perdoe...

- Naná, eu não vou demitir você... digo isso e a abraço

- Mas a culpa foi minha, foi minha, eu me descuidei, abri a grade por um segundo para pegar a bola que ele jogou lá e não fechei, foi tudo muito rápido, eu entrei para pegar água pra ele, quando voltei ele já estava se debatendo... foi minha culpa, foi minha culpa.

- Naná, você salvou o Lucas, o Arthur conseguiu salvar o Lucas porque você o tirou da água a tempo, além do mais foi um acidente, um descuido, não deveria ter acontecido, foi grave sim, mas não vou demitir você por causa disso, eu sei o quando você ama o meu filho e o quanto você se dedica a ele. - a braço de novo e nessa hora o enfermeiro chega e diz que a cirurgia acabou

Corro na direção do centro cirúrgico e ao chegar lá vejo Arthur sair ainda vestido com a roupa cirúrgica, minha reação foi abraça-lo. Desabo em choro nos braços dele - ele me abraça forte. 

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