Arrietty

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{218 palavras.}

29 de março de 2018.

Arrietty Salazar acabara de cruzar o portal dos vinte e cinco anos. Para comemorar a data — e atendendo ao insistente cerco de suas melhores amigas —, ela aceitou o convite para uma noite nostálgica: assistir, na tela grande, à exibição especial de um filme que completava exatamente dez anos de seu lançamento.

Ela esperava apenas duas horas de pipoca, memórias afetivas e boas risadas na penumbra. Não imaginava que o destino já havia comprado o ingresso para a fileira ao lado.

Enquanto as luzes da sala teimavam em não se apagar e os trailers ainda não começavam, o olhar de Arrietty vagou sem pretensão pela plateia. E o que ela viu ali, na penumbra morna daquele cinema, paralisou o tempo. Uma visão capaz de reescrever o curso de toda a sua existência.

O que era para ser apenas um aniversário comum transformou-se, em um piscar de olhos, no dia mais extraordinário de sua vida.

Porque certas histórias não esperam os créditos rolarem para começar... elas nascem antes mesmo de o filme dar a partida.

Bem-vinda ao sétimo conto.

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