Uma droga é o amor

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Dias, muitos dias se passaram e Hinata há muito estava apta para sair em missões fora da vila.

Tudo caminhava bem em sua vida, mas toda vez que via um pássaro negro, sentia um vazio que somente poderia ser preenchido por algo em específico e isso até mesmo ela já sabia.

Enfim, nos últimos dias, ouviu que Naruto havia voltado, ficou contente mas foi diferente das outras vezes que ele voltava e ela ia correndo atrás dele. 

Pois, ela estava sentindo-se diferente em relação á tudo.

Agora, saíria em uma missão com todo o time Kurenai em uma vila distante da Folha e ela sentia ser disso que precisava.

Caminhava sem pressa, afinal estava adiantada mas quanto mais se aproximava mais sentia que não deveria ir na missão. Enfim, seu corpo por alguma razão a fez se esconder no instante em que escutou a voz do Uzumaki, e apesar do efeito não ser tão intenso quanto das outras vezes, ela ainda sentia que não estava preparada para encontrar Naruto.

Todavia, era tarde, pois assim que o Uzumaki escutou seu pequeno murmúro, correu até ela fazendo-a desmaiar.

Não, não era que Hinata ainda amasse Naruto, Hyūga apenas tinha voltado a ser tímida principalmente com ele, um alguém para quem ela tanto queria mostrar que era forte.

Desmaiou duas vezes e na segunda vez foi porque sem perceber, Naruto havia sido bastante íntimo ao fazer um convite e ela sabia que ele não fez por maldade e que na verdade era uma pessoa pura às vezes.

Depois que acordaou, Hinata e seus companheiros deixaram a vila, para dar início a missão, parando somente em uma cabana abandonada para repousarem durante a noite.

Às três horas, Hinata pegou o turno que iria até às seis mas ficar a observar o céu estrelado que aos poucos fora se transformando em um céu chuvoso, não ajudou a tranquilizar a angústia no peito que estava sufocando-a. 

Ela queria lembrar, mas toda vez que tentava, não conseguia achar uma resposta, o que fazia ela sentir-se abandonada.

E foi então, que a conversa com Ko, veio em sua cabeça.

— Desde que Neji a encontrou, você parece um pouco perdida, Hinata-sama. - Expôs sua opinião com um pouco de receio. — Tens certeza de que estás bem? Porque se precisar, eu estou aqui para te escutar! - Sorriu para a Hyūga.

— Ko, eu acho que sou um vaso vazio. - Descreveu como realmente estava se sentindo e limpou rapidamente as lágrimas. — Acho que perdi algo muito importante, muito importante para mim!

Respirou com dificuldade, segurando o choro.

— Desde quando eu parei de temer uma noite cheia de raios e trovões? - Não sabia realmente como ou quando, mas queria descobrir ou tentar lembrar mas nem mesmo suas sessões sigilosas com Ino, a ajudaram a lembrar dos seus meses desaparecida. Suspirou alto e no fim, sentiu sua pele ser tocada por uns pingos de chuva. E decidida, deixou a cabana para ficar do lado de fora e poder ser banhada pelas águas, pois assim sentia paz e era como um feitiço que a fazia preencher aquele vazio dentro de si. — Chuva que me traz paz, me traz de volta o que eu perdi. - Olhava para o céu, mesmo que estivesse difícil de enxergar. — Mesmo de olhos fechados, eu enxergo uma parede vermelha com tomoe. Isso significa o quê? - Era inevitável e até mesmo Pain sabia que algumas coisas não seriam apagadas, afinal a Hyūga realmente amou o Uchiha. E como o trecho de um poema diz, as lembranças não podem ser de fato esquecidas, pois são guardadas no coração. As dúvidas permaneciam assim como a sensação de perda e ilusão que ela sabia estar vivendo a cada segundo que seus pensamentos insistiam em lembrá-la da saudade de algo. Subiu na árvore e ficou no topo, não se importando em ser vista. De lá do alto, observava a tudo com seu Byakugan e pela primeira vez em dias enxergou algo muito diferente, uma espécie de miragem que a fez lágrimar mesmo sem saber o sentido. Tentou tocar com os dedos a face da pessoa que a abraçava mas tudo acabou sendo uma miragem que as gotas da chuva borraram. — Hm… Por que eu ainda tento? - Começou a chorar em silêncio, quando na verdade o que mais queria era gritar. — Quem me roubou as lembranças? - Fungou.

Conheci o "monstro"Onde histórias criam vida. Descubra agora