- Sentiu tanta falta assim minha? - Uma voz me assustou vindo da porta, e quando me virei pude finalmente suspirar aliviado e sorrir de lado, imitando a figura à minha frente.
Ele tinha voltado... é certo que não faz nem um dia que o vi, e não sei porque exatamente me sinto tão próximo e ligado a ele sendo que mal nos conhecemos... mesmo assim, ele voltou, e isso acalmou algo inquieto dentro do meu ser, como uma mãe que acabou de parir mas só descansa quando finalmente segura seu filhote nos braços.
Ok, essa é uma comparação meio estranha e atípica... mas vocês entenderam.
- Não. Certamente é impressão sua. Por que eu sentiria falta de um loiro metido e misterioso que me deixou com uma babá enquanto dava uma volta?! - Falo me fazendo de desentendido, tentando a todo custo conter o riso.
Era tão fácil me soltar e sorrir quando ele estava por perto... como se fosse o efeito Malfoy.
- Então não vai ligar se eu simplesmente... - Draco não completou sua fala, mas foi se afastando do batente da porta do meu aposento, indo em direção ao corredor a passos lentos, mas certamente decididos.
Indo para longe de mim. E não sei ao certo o motivo disso ter me incomodado tanto.
- Não! - Gritei por instinto, corando logo em seguida ao ver que Draco retornou rapidamente e rindo devido a minha atitude.
Era estranho essa nova sensação, como se você não soubesse ao certo o que fazer com o próprio corpo, e sentisse vergonha de falar ou fazer algo errado. Nunca havia me sentido desse jeito antes. Como se cada gesto, fala ou pensamento fosse importante... além do desejo interno e implícito de não estragar tudo.
Engoli em seco quando percebi que não adianta me esforçar muito, eu sempre acabo estragando tudo mesmo.
Para tomar de volta as rédeas da situação e abafar um pouco o formigamento na minha pele que a risada de Draco causava (maldita risada sexy, misteriosa e livre), joguei nele a primeira coisa que vi na minha frente, o que por sorte era apenas um travesseiro bem felpudo e macio.
Com maestria, o maior capturou o travesseiro entre as mãos a centímetros do seu rosto. Os longos dedos afundaram na almofada a apertando excessivamente. Logo em seguida ele abaixou o movimento e me encarou com um brilho animalesco nos olhos. Não um olhar cruel ou sádico, mas certamente um olhar que fez meu estomago revirar e apenas um pensamento passar pela minha mente: Fudeo.
No momento seguinte eu estava no chão, sentindo a baixo de mim apenas o tapete grosso e felpudo que me protegia de todo e qualquer frio do piso. Até o tapete era melhor do que a cama que eu tinha no meu armário em casa, mas estar no mesmo aqui devido a essa situação em específico era algo ultrajante.
Eu me encontrava em um misto de raiva, riso e... não sei ao certo. Mas as risadas, agora depois dele revidar completamente descontroladas, de Draco retiravam de mim os mais antagônicos sentimentos.
No entanto, o que prevaleceu era a vontade de socar aquela cara linda.
- Eu te odeio - Resmunguei tentando não rir antes de me levantar e me sentar na cama, certo de que se tentasse o socar não teria êxodo.
Então apenas me acomodei, ainda observando o momento de descontração que o platinado se encontrava.
Pelo que eu convencei com Hermione e Luna, Draco sempre foi muito sério e quase não deixa ninguém penetrar suas barreiras sentimentais quase inquebráveis. Dizem que as muralhas desse nosso castelo nem se comparam com as que o garoto ergueu em volta de si a anos atrás, como se as mesmas fossem construídas pelos mais raros, poderosos e inquebráveis materiais existentes em qualquer reino. Hermione chegou até a dizer que isso é o "peso da coroa", como se o comportamento recluso e fechado de Draco se desse unicamente por ele ser o príncipe do reino.
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Arcádia/ Drarry
Fanfiction" - Carpe diem Harry - Draco disse mais uma vez beijando minha testa, tocando aqueles lábios macios na minha pele e aquele hálito que sempre me lembra menta e lar me alcançou. - Só consigo quando estou aqui, a seu lado em Arcádia - Admito suspir...
