Eu, Harry James Potter, nasci em um inverno severo. Minha casa era uma pequena e longínqua cabana que, apesar de humilde, abrigava a linhagem mais especial do reino, uma linhagem de reis...
Muita coisa aconteceu no meio do caminho que se chama vida. Acho que todo adolescente em algum momento se sente perdido em sua jornada, sem saber quem é, se vale a pena continuar, e para onde vai... Não tenho orgulho de dizer que por muito tempo estive perdido, sem uma âncora ou amor para me guiar e dizer que sou forte... então eu fui o mais fraco dos homens.
Não tenho orgulho disso, mas tenho de ter me reerguido. De ter... entendido essa lógica perversa de ser quem você é sem depender do passado ou daqueles que já se foram.
Eu sozinho aprendi a ser minha força, a buscar o que me motivava e encarar meus piores medos, mesmo que eles fossem minhas piores versões de mim mesmo...
Está tudo bem não ser perfeito. Está tudo bem sentir falta dos pais. Está tudo bem as vezes ser mais reservado e frio... Aliás, o frio nunca me incomodou.
Mas, aprendi a apreciar o calor também, seja de um abraço apertado de quem se ama, ou o gerado pelos seus movimentos enquanto sua lâmina trabalha habilmente para vencer os oponentes e seguir seus objetivos almejados, seus solhos que mostram que você deseja viver em vez de apenas sobreviver.
Isso é tão... empolgante!
Depois que acordei naquela clareira, tratei de retornar para a cabana onde dividia a morada com o meu tio. Voltei para minha casa justamente para arrumar minha partida para o meu verdadeiro lar. Ou onde eu imagino que seja... O mundo é fluxo, e tudo bem se enganar as vezes, mas eu tinha confiança de que tinha uma tarefa a fazer:
Eu iria reaver meu reino, estava certo disso.
Meu tio, no final das contas, se preocupava minimamente com minha saúde mental, e fico ainda mais preocupado pensando que essa minha decisão era parte ou consequência da minha companheira loucura. Ele não sabia da linhagem de James, não fazia ideia de quem eu realmente era, então para Valter tudo soava insano.
Tive um certo trabalho de o convencer do contrário, mas valeu a pena.
Depois que viu que estava mais são do que nunca, e que realmente estava a dizer a verdade... meu tio me deixou ir de bom grado desde que o enviasse parte da riqueza quando fosse nomeado rei, e consequentemente, o tornasse nobre.
A contragosto, aceitei, e logo ele me ajudou a partir para a capital, me ofertando até um cavalo veloz.
A jornada foi árdua. Nunca gostei muito de andar a cavalo, apesar de ter um talento nato para a montaria. Contudo, com o tempo até apreciei a companhia de Bicuço. Conversar com o animal fazia com que as noites soassem menos assustadoras nas estradas e vielas dos vilarejos, além de aplacar um pouco a solidão estranha que sentia.
De um jeito estranho, eu sentia falta de Draco. Algo até hilário se pararmos para pensar, sentir falta de algo que nunca tive... Mesmo assim, o sentimento estava lá, me impulsionando para frente juntamente com a esperança e a coragem.
Saudades de um lar que nunca tive... mas que estou na busca.
Eu finalmente estava traçando meu próprio destino. Estava indo em busca do meu lar, nada podia me assustar enquanto a determinação ainda ecoava na minha mente. Passei por florestas traiçoeiras e arrebatadoras que dariam medo a qualquer pessoa que prezasse minimamente pela própria vida, do mesmo modo que passei por vilarejos onde os únicos lugares que me deram hospedagem eram os mais hipnósporos e perigosos que existem.
Acontece, que não tenho mais medo de monstros, seja eles aqueles que se escondem no escuro, os os piores: seres humanos. Enfrentei monstros que me davam muito mais medo na minha mente, depois disso, tudo era lucro.
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Arcádia/ Drarry
Fanfiction" - Carpe diem Harry - Draco disse mais uma vez beijando minha testa, tocando aqueles lábios macios na minha pele e aquele hálito que sempre me lembra menta e lar me alcançou. - Só consigo quando estou aqui, a seu lado em Arcádia - Admito suspir...
