[49] Monopólio

104 20 0
                                        

De forma automática, Hongjoong levou a mão ao cabo do punhal mas não o retirou do cinto

Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.

De forma automática, Hongjoong levou a mão ao cabo do punhal mas não o retirou do cinto. O pajé manteve-se sentado, segurando em seu cajado enquanto observava o ômega levantando-se devagar.

– Não é o que está pensando.

– Não ? Você está segurando a nossa relíquia sagrada. Presente da própria Jaci. Hongjoong olhou para as suas mãos e sem ter uma resposta ficou calado. – Eu não sinto maldade em você, mas por que está nos roubando?

– Nós precisamos..

– Para quê ? Obter riquezas ? – Envergonhado, Hongjoong abaixou a cabeça. Era como se o Pajé lesse cada entrelinha em seus pensamentos. – Eu confiei em você.

– Eu...

– Devolva-nos  – pediu se aproxinmando e estendendo a mão. – e vão embora.

Hongjoong suspirou entregando o pedaço de pergaminho. Ele estava com suas pistolas e o punhal, poderia abater o velho alfa facilmente. Mas fazer isso com um homem bom e justo, ainda por cima ele sendo um gama, seria o pior sacrilégio a ser cometido.

Ele então fez a única coisa que podia executar naquele momento, deu meia volta e saiu da habitação.

Os outros dois ômegas ainda estavam juntos aos ex escravos, nativos que saíram curiosos de suas casas e o alfa desconhecido que havia os ajudado.

– Vamos embora. – Hongjoong disse ao se aproximar deles.

– Mas já ?

Hongjoong notou que Jae estava de olhos atentos neles, como uma ave de rapina. Ele olhou para trás e viu o Pajé fitando-o de longe.

– Sim. Vamos.

– Estou em dívida com você. – Kinte se aproximou de Hongjoong. – Se precisar de mim, não hesite em chamar.

Mas o lúpus negou com a cabeça.

– Não. Vocês já passaram por muitas coisas ruins. Vão e sigam suas vidas.

– Obrigado, San. – Kunta reconheceu emocionado. – Você foi a pessoa mais gentil e corajosa que conheci.

– Corajoso, eu ? – indagou o ômega sorrindo e apontou para os outros doi mais velhos, Hongjoong e Seokjin. – Eles sim são corajosos.

– Mas eu nunca esquecerei aquele que me deu água na cidade, diante de todos. Ninguém nunca ousou fazer isso.

San sorriu e o abraçou uma última vez. Suk agarrou sua lança e caminhou até eles.

– Vou levar vocės três até a cidade.

– Não precisa. – Hongjoong o deteve. – Mas obrigado mesmo assim.

Suk acenou com a cabeça.

– Tudo bem.

Logo após as despedidas, e ter a certeza de que os recém libertos seriam levados para uma regiāo segura, onde eles encontrariam mais gente do seu povo, os três ômegas seguiram de volta através do caminho pela floresta.

Storm - SeongJoong ABOHistórias para pegar e não largar. Descubra agora