Domingo.
É meu último dia com o Anthony e estaria mentindo se dissesse que não pensei em como será a semana.
Ele ainda me procurará na livraria, me enviará e-mails, irá me convidar ou intimar a comparecer em um jantar com ele? Ou agora que conseguiu me convencer a assinar o seu contrato de perversão já não há motivos para ir?
Acho que a resposta é não e também sim.
Não, ele não irá a livraria, ou enviará e-mails. E sim, agora que já assinei o contrato, ele não precisa mais de toda essa insistência.
Ele já me tem.
É estranho.
É estranho que eu tenha aceitado assinar esse contrato em um dia e meio ou dois. E é ainda mais estranho ter de fato me entregue a um estranho, quando tudo que eu sempre quis foi perder a virgindade de um jeito especial, mais romântico e com alguém em quem eu confiasse.
Mas eu confio no Anthony. Eu não sei explicar o por quê, mas eu confio nele.
Apesar de sermos estranhos um para o outro.
Queria poder perguntar mais sobre ele, porque o que ele me contou por alto ontem sobre sua passagem pelo orfanato me chamou bastante atenção, e me deixou um tanto curiosa.
Eu tenho tantas perguntas.
Entretanto, não pretendo fazer nenhuma. Não sobre a vida pessoal dele, já que ficou bem claro que ele não quer falar sobre isso. Vou respeitar o espaço dele, afinal... O nosso contrato é estritamente sexual.
Me virei na cama passando a mão pelo colchão procurando pelo meu celular, e o encontrei perto da coxa. O peguei e olhei as horas.
Nove e doze da manhã.
Me levantei e fui até o banheiro lavar o rosto. Sequei na toalha de rosto preta pendurada ao meu lado esquerdo e saí.
Voltei ao quarto e peguei o meu celular na cama antes de seguir até a porta do quarto e sair fechando a porta novamente. Fui em direção às escadas e desci devagar seguindo para a cozinha.
Lucy sorriu assim que notou a minha presença.
— Bom dia Srta. Carter. - ela disse sorridente. — O café está servido. - ela avisou.
— Bom dia Lucy. - eu disse retribuindo o sorriso.
Minha fome no momento está em zero, talvez até menos do que zero.
Em algum momento da minha vida, provavelmente depois dos treze, ou quatorze me acostumei a não tomar café da manhã.
E eu sei que é a principal refeição do dia, mas o: "Essa menina não está comendo demais?" Me fez cortar refeição, o que me levou ao hospital em algum momento, porém, isso não importa agora, já faz anos.
— Posso ajudá-la com algo?. - Lucy perguntou e só então notei que havia me perdido nos meus pensamentos.
— Você... Você sabe se o Sr. Bomer já levantou?. - eu perguntei.
— Já sim. - ela confirmou.
— E onde ele está agora?. - eu perguntei.
— Deve estar lá em cima, ele geralmente vai para lá depois do café. Passa o fim de semana todo lá, bem, passava. - ela disse me olhando.
Lá em cima no andar proibido?
— No andar proibido?. - eu perguntei e ela balançou a cabeça confirmando. — Você sabe o que tem lá?. - questionei. — Ou... O que ele faz lá de tão secreto?. - perguntei.
VOCÊ ESTÁ LENDO
No Feelings (sem sentimentos)
RomansaNÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 🔞 CONTÉM: * Cenas de sexo explícito ✔️ * Linguagem imprópria ✔️ * Violência ✔️ ------------------------------------------------------------------------------------------- Eu nunca me interessei por alguém dessa manei...
