Capítulo 13

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Domingo.

É meu último dia com o Anthony e estaria mentindo se dissesse que não pensei em como será a semana.

Ele ainda me procurará na livraria, me enviará e-mails, irá me convidar ou intimar a comparecer em um jantar com ele? Ou agora que conseguiu me convencer a assinar o seu contrato de perversão já não há motivos para ir?

Acho que a resposta é não e também sim.

Não, ele não irá a livraria, ou enviará e-mails. E sim, agora que já assinei o contrato, ele não precisa mais de toda essa insistência.

Ele já me tem.

É estranho.

É estranho que eu tenha aceitado assinar esse contrato em um dia e meio ou dois. E é ainda mais estranho ter de fato me entregue a um estranho, quando tudo que eu sempre quis foi perder a virgindade de um jeito especial, mais romântico e com alguém em quem eu confiasse.

Mas eu confio no Anthony. Eu não sei explicar o por quê, mas eu confio nele.

Apesar de sermos estranhos um para o outro.

Queria poder perguntar mais sobre ele, porque o que ele me contou por alto ontem sobre sua passagem pelo orfanato me chamou bastante atenção, e me deixou um tanto curiosa.

Eu tenho tantas perguntas.

Entretanto, não pretendo fazer nenhuma. Não sobre a vida pessoal dele, já que ficou bem claro que ele não quer falar sobre isso. Vou respeitar o espaço dele, afinal... O nosso contrato é estritamente sexual.

Me virei na cama passando a mão pelo colchão procurando pelo meu celular, e o encontrei perto da coxa. O peguei e olhei as horas.

Nove e doze da manhã.

Me levantei e fui até o banheiro lavar o rosto. Sequei na toalha de rosto preta pendurada ao meu lado esquerdo e saí.

Voltei ao quarto e peguei o meu celular na cama antes de seguir até a porta do quarto e sair fechando a porta novamente. Fui em direção às escadas e desci devagar seguindo para a cozinha.

Lucy sorriu assim que notou a minha presença.

— Bom dia Srta. Carter. - ela disse sorridente. — O café está servido. - ela avisou.

— Bom dia Lucy. - eu disse retribuindo o sorriso.

Minha fome no momento está em zero, talvez até menos do que zero.

Em algum momento da minha vida, provavelmente depois dos treze, ou quatorze me acostumei a não tomar café da manhã.

E eu sei que é a principal refeição do dia, mas o: "Essa menina não está comendo demais?" Me fez cortar refeição, o que me levou ao hospital em algum momento, porém, isso não importa agora, já faz anos.

— Posso ajudá-la com algo?. - Lucy perguntou e só então notei que havia me perdido nos meus pensamentos.

— Você... Você sabe se o Sr. Bomer já levantou?. - eu perguntei.

— Já sim. - ela confirmou.

— E onde ele está agora?. - eu perguntei.

— Deve estar lá em cima, ele geralmente vai para lá depois do café. Passa o fim de semana todo lá, bem, passava. - ela disse me olhando.

Lá em cima no andar proibido?

— No andar proibido?. - eu perguntei e ela balançou a cabeça confirmando. — Você sabe o que tem lá?. - questionei. — Ou... O que ele faz lá de tão secreto?. - perguntei.

No Feelings (sem sentimentos)Histórias para pegar e não largar. Descubra agora