Continuação...
Puta merda!
"A.B: Vou piscar o farol uma vez. (12:35)"
"Eu: Você não pode estar falando sério. (12:36)"
Ele não respondeu mais.
Mas ele não pode estar falando sério, né?
Segui andando e ao sair da faculdade, encontrei Anna e Mareu.
— Ai está você. - Anna disse.
— Judy foi buscar o carro. Ela teve que estacionar na rua de trás, quando chegou já estava sem vagas aqui. - Mareu explicou.
Meu olhar percorreu a rua inteira, até encontrar sua moto.
Anthony estava sentado sobre ela, ainda de capacete e com os pés apoiados no chão. Ele piscou o farol, como disse que faria e eu senti um frio na barriga. O frio que eu gosto.
— Diz que eu tive que ir. - eu disse antes de sair andando.
— Como assim já foi? Como você vai?. - Anna perguntou.
— Eu aviso quando chegar, diz para ela!. - pedi.
— Grace!. - ela chamou.
Atravessei a rua e caminhei na direção da sua moto que ainda estava desligada.
Enquanto seguia em sua direção, os meus batimentos foram ficando cada vez mais acelerados.
Será que ele está bravo por eu ter saído sem esperar?
Ai, ele tem que entender! Eu tinha aula!
— Eu não vou subir na sua moto, você pilota igual doido. - eu disse ao parar ao seu lado.
— O que te faz pensar que eu te deixaria subir na minha moto de saia?. - ele perguntou, dessa vez, sem levantar o visor do capacete.
O meu celular começou a vibrar, mas eu sabia quem era. Provavelmente, o grupo dos meus amigos.
— Entra no carro. - ele disse ligando a moto. — O carro do Patrick está parado um pouco mais a frente, já que você disse que sua amiga reconhece. - ele disse e eu olhei para o lado, notando o carro do Patrick parado bem na esquina. — Vai, eu vou ficar esperando você entrar. - ele disse.
— Você sabe que eu tenho que estar no trabalho uma da tarde, não sabe?. - eu perguntei.
— Cadê a chave? Eu vou chegar primeiro que você. - ele disse.
O encarei por alguns segundos.
Por que ele não levanta o visor? Assim eu saberia se ele está bravo ou não.
Peguei a chave da livraria na bolsa e lhe entreguei.
— Entra no carro. - ele disse.
Eu respirei fundo e lhe dei as costas e segui caminhando em direção ao carro do Patrick. Anthony me seguiu com a moto bem devagar, me acompanhando provavelmente para evitar que eu fugisse da conversa outra vez.
— Olha, eu não preciso de babá. - eu disse assim que parei perto do carro.
— Não, você precisa de uma costureira com pano o suficiente. - ele disse abrindo a porta do carro.
— A minha saia não está curta. - eu disse levemente irritada.
— Não, imagina. Mas a minha mão facilmente alcançaria a sua calcinha, sem nem ao menos precisar subir esse pedaço de pano que você insiste em chamar de saia. - ele disse.
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No Feelings (sem sentimentos)
RomanceNÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 🔞 CONTÉM: * Cenas de sexo explícito ✔️ * Linguagem imprópria ✔️ * Violência ✔️ ------------------------------------------------------------------------------------------- Eu nunca me interessei por alguém dessa manei...
