Uma mão no seu ombro, o sol no seu rosto e de novo aquela sensação passageira de não saber onde estava.
George segue o braço do dono da mão e dá de cara com um Dream totalmente vestido e arrumado, em pé ao lado da cama.
Ele tinha uma expressão no rosto que era difícil para o cérebro recém-acordado de George decifrar. Ele se pergunta se a noite de ontem tinha mesmo acontecido: ele e Quackity no bar, a breve conversa com Dream, o pedido de desculpa, a mão a qual ele tinha se agarrado com medo de deixá-la ir. A mesma mão que deixava seu ombro agora.
Era difícil dizer se tinha sido real ou só um sonho ilusório desenhado pela noite e fácil demais de se perder, agora, a luz do dia.
— Temos que ver Amanda Hazel em meia hora.
— Ah, certo — George deixa a cabeça cair de novo nos travesseiros.
A expressão indecifrável ainda presente nas feições de Dream, o olhar que ele lhe lançava era estranho. Talvez fosse por causa do sol (George nunca reparou como os olhos dele podiam ser tão claros).
— Eu já pedi o café da manhã. — Dream fala. E o tom que George tinha ouvido ontem à noite tinha ido embora, não significava que esse não era igualmente aterrador. Suave nas pontas, delicado e cuidadoso no meio, do jeito que George costumava ouvir Dream usar muito com ele antigamente. Ele falava baixo, talvez porque a ideia de acordá-lo não lhe agradasse ou porque ele não queria quebrar a paz não verbal estabelecida ontem. — Vou tá lá embaixo, Sapnap mandou mensagem, é pra gente ir pro terceiro andar, salão 3B.
George suspira, se levantando.
— Tá bem, obrigado. — Diz.
Dream não responde, só assente e começa a andar em direção à porta.
— Espera — George chama, ele não sabe bem o porquê, de qualquer jeito Dream para, a dois passos da porta, a atenção nele. — Eu... Sapnap... — George coça a nuca. Como dizer o que ele queria dizer? Dream espera pacientemente ele achar as palavras certas. — Em dezembro, teve um porquê, nós não conversamos sobre isso e talvez nem importe mais. Só... não foi justo. Você sabe, né?
Dream olhava o espaço no chão entre eles, antes de levantar os olhos e balançar a cabeça devagar.
— Sapnap me pediu para tentar... tentar arrumar as coisas entre nós. — George continua. — E eu não faço ideia de como fazer isso.
Dream sorri.
— Ele me deu uma bronca enorme ontem à noite.
— Sério? Quando?
— Antes de você voltar.
— E o que ele disse?
— Muita coisa, e algo sobre nós sendo idiotas. E que era o casamento dele.
— Bem, ele está certo.
— Sim, ele está.
Então eles param, as palavras flutuando no ar. Umas das poucas conversas decentes que tiveram em muito tempo, e eles estavam tentando ser honestos.
— Eu também não sei como fazer isso — Dream fala. — Mas a gente pode achar um jeito.
— Me parece um plano.
— É.
— Ok.
Dream abre outro sorriso.
— Ok. Eu vou indo. Salão 3B, terceiro andar.
— Certo. — George assente, ele sai.
Havia mesmo comida em cima da mesa. Um prato com café da manhã tipicamente americano, ovos, salsichas, panquecas e suco, havia também outro prato vazio do outro lado da mesa. George agradece silenciosamente pelo café da manhã antes de se sentar para comer.
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Nova York
Fanfic"George sentia os olhos de Dream queimando na sua pele. Ele só não iria olhar. Não olharia, porque ainda estava fazendo o papel do cara com raiva. E porque ele ainda se lembrava o suficiente da briga que tiveram para estar com raiva. E também porque...
