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Traumas

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Traumas

NARRADOR.


Todos estavam a alguns minutos de entrarem no palco

⎯  Vocês iram entrar depois deles! Daqui a alguns minutos. ⎯  um dos funcionários falou rápido para o grupo Jensclassic, todos estavam sentados esperando serem chamados.

O nervosismo corria pela veias de sn, o suor em suas mãos e testa era visto por qualquer um que chegasse perto.
Sua respiração estava frenética e o coração estava prestes a sair fora do devido lugar.
Você nunca fora boa em apresentar trabalhos em frente da turma ou em fazer apresentações de dia das mães em frente a tanta pessoas, porém essas coisas eram exceções, era a escola.

Isso aqui presisava de uma grande parte de você, isso tudo que estava acontecendo era uma parte importante de tudo que seu grupo queria e estava conseguindo.

Você queria correr dali e entrar em alguma pequeno quarto apenas para enfiar qualquer remédio ou droga em sua boca para aliviar a sensação de pânico,
nem a dança ajudaria muito agora.

Sn não havia visto os meninos pelo dia já que todos estavam ocupados, mas saber que eles estavam ali fazendo algo importante também era um ponto positivo, mas sua cabeça só conseguia pensar que você iria acabar fazendo alguma merda ou falando algo errado que pudesse prejudicar o grupo.
Então nem esse pensamento te ajudou.

Você já tinha tentado de tudo e feito tudo para acalmar os nervos mas nada ajudava.

John que estava a poucos metros de distância conversando com os outros não sabia desse pânico que sua irmã tinha em aparecer na frente do palco, não sabia o quanto aquilo podia a prejudicar de uma forma avassaladora.

Ninguém ali sabia, a única que sabia sobre isso era sua mãe que mesmo sendo completamente dependente do namorado  te ajudava a superar esse seu trauma.
Ela sempre disse que seu trauma poderia ter sido pelas inúmeras vezes que seu genitor apareceu bêbado em frente a todos nas apresentações da escola ou quando em um especifico dia ouve um tiroteio na escola também.

Tinha alguns casos importantes de sua vida que você não gostava de lembrar, mas que sua pequena criança fez questão de deixar uma marca para mesmo assim você não se esquecer.

Sua mãe te ajudava  a esconder isso do seu irmão, já que era algo que você não queria que ele soubesse, claro esconder não era a melhor opção só que você não queria que ele tivesse mais um coisa para se preocupar e então isso sempre ficou entre você e sua mãe.

Quando o tiroteio em sua escola aconteceu ela estava junto, vocês conseguiram sair pelas portas do fundo do ginásio antes que os atiradores chegassem até vocês, várias outras pessoas também conseguiram fugir porém ouve muitas outras que morreram no dia.
Você ficou trancada no quarto por dias e não recebia visitas de ninguém, não comia e não bebia, você era apenas uma criança e passar por aquilo era tão fodidamente traumatizante.

Já nos dias que seu pai chegava bêbado nos eventos em sua escola era algo costumeiro, vocês ainda iam com a esperança de que fosse diferente e que fosse especial mais nunca foi. Como sua escola era simples e era bem pouco reforçada de segurança ele conseguia entrar facilmente, Ele chegava, batia em sua mãe na frente de todos,apanhava do seu padrasto e depois era tirado por alguns outros pais  de lá.

Você apenas observava e via aqueles olhares de dó e desgosto para cima de você, você era tão parecida com seu pai que todos achavam que você se tornaria como ele então te desprezavam também.

Voce então se levantou do lugar que estava sentada quando seu grupo foi  chamado e se posicionou como última da fila, todos foram entrando pulando, sorrindo e acenando.

Você congelou na porta e não conseguiu entrar,seu olhar viu o tanto de gente olhando diretamente para quem estava sentado,era tudo perturbador.

Você deu dois passos para trás e então seu olhar se encontrou com os olhos castanhos de Tom, ele deu um sorriso para você esperando pela sua subida que não aconteceu, lágrimas escorregam dos seus olhos, você desviou dos funcionários que tentavam te colocar pra cima e correu para fora olhando uma última vez para trás vendo as pessoas mais importantes da sua vida, agora, preocupados com você.

𝐀 𝐃𝐀𝐍𝐂̧𝐀𝐑𝐈𝐍𝐀 | ᵗᵒᵐ ᵏᵃᵘˡⁱᵗᶻOnde histórias criam vida. Descubra agora