Olá, tudo bem?
ATENÇÃO:
Chegamos ao capítulo de muitos acontecimentos e decisões. Decidi escrever este capítulo com o ponto de vista do narrador e abordar vários cenários e personagens ao mesmo tempo, para que entendam esta costura de fatos e ações.
Esse capítulo ficou extenso, mas, não tive outra alternativa. Prometo que o próximo será pontual, objetivo e menor, comparado com este. Aproveitem, votem e comentem muito!!!
Boa leitura nesta reta final!
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Narrador POV
A casa de Valentina estava extremamente movimentada naquele dia, depois de todas as inesperadas e dolorosas revelações, Luiza havia telefonado para Eduarda e Igor, solicitando companhia, esta, somada a chegada de sua mãe, sogra e irmã caçula. Ficou estarrecida ao presenciar a imagem destruída de Sônia, que parecia ter chorado durante horas e horas ininterruptas, abraçada com Sara em forma de acalanto e apoio. Catarina chegou poucos minutos após sua mãe e irmã, abraçando a matriarca dos Castelli com força e compaixão, ao mesmo tempo que tentava buscar forças junto com a nora, quando lembrava-se que a filha estava diante de tantos problemas e desafios. O único alheio diante de toda esta problemática era Léo, que chegou a perguntar sobre a ausência de sua "nova mãe" e foi facilmente ludibriado, quando sua tia Sara lhe convidou para passear no jardim e jogar bola. Distração que Luiza agradeceu internamente.
Sônia havia comunicado a filha que seu pai e sogro, estavam na delegacia de polícia de Miami juntos do detetive particular contratado por Valentina, que apresentava suas provas recolhidas e toda documentação apresentada por Alexandra que foi recolhida nas dependências da empresa. Luiza, em contrapartida, comunicou sua mãe e Catarina sobre os fatos relatados pela funcionária e sua ligação com John, além da participação de Roger, neste quebra-cabeça infeliz.
- O que aconteceu com sua irmã, Luiza? – Questionou Sônia, completamente inconformada. – Como não percebemos esta mudança de comportamento e relação com aquele homem?
- Honestamente? Não sei o que responder. – Disse Luiza, suspirando fundo, exercendo uma melodia baixa e sussurrada em seu tom de voz. – Esta não é a pessoa que cresceu ao meu lado demonstrando amor, felicidade e empatia. Não se assemelha em nada com aquela garota presa em minhas memórias.
- Confesso que ao saber de todo ocorrido, não reconheci a Carol que cresceu junto de meus filhos e que te amava de todo coração. – Relatou Catarina, sentada ao lado de Sônia, segurando suas mãos em sinal de apoio. – Marcos seguiu com Augusto para delegacia e não tive tempo de perguntar, mas...Vocês sabem quais seriam as motivações? Não acredito que tenha se apaixonado perdidamente por John.
- Não...Não se apaixonou.
Luiza caminhou até o aparador da lareira da sala de Valentina e agarrou o porta-retratos que ali descansava. Nele, havia uma foto da época que eram crianças, na faixa dos 11/12 anos de idade, pareciam um time de futebol bem posicionado em frente a árvore onde residia sua casinha. Observar os sorrisos daquelas crianças, não se comparava a verdadeira face que exibiam agora adultos, todas as transformações, problemas, embate e ódio, pessoas diferentes neste exato instante. Observou com mais afinco a imagem da irmã e Valentina, pensou sobre qual seria seu nível de obsessão e o que estava disposta a fazer para concluir seus objetivos.
- Segundo o que foi relato por Roger e comprovado com provas por ele, a grande motivação de Carol está envolta de uma paixão criada e nutrida por ela, direcionada para Valentina...algo de anos e anos. – A mulher percebeu as expressões horrorizadas no rosto das mulheres mais velhas, quase sendo perceptível, notar as engrenagens movendo em suas mentes. – Carolina sempre manteve guardada uma caixa de madeira com várias fotos, cartas e declarações para Valentina, como se tivesse vigiado cada um de seus passos e arquitetado o momento certo para se aproximar. Para mim, John foi apenas um peão em seu jogo, uma forma de manter-me presa junto de alguém e, quando Valentina estivesse entre nós novamente, talvez, o caminho estaria livre.
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Never Be The Same - Valu
Fiksyen PeminatVocê acredita no amor? Segundo os gregos, o amor é um sentimento dos seres imperfeitos, visto que o amor deve levar o homem o mais próximo da perfeição, por esta razão, trata-se de um sentimento profundo direto do coração. A vida de Luiza e Valenti...
