[CONCLUÍDO]
Clarice sempre foi uma alfa livre e desimpedida, nunca se preocupou com relacionamentos ou essas baboseiras de alma gêmea/companheiro, mas as coisas mudam quando um certo moranguinho acaba se mudando para a mesma cidade e escola da alfa.
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Ja era o último dia da gincana, e por incrível que possa parecer, Clarice ainda está no jogo. A alfa conseguiu se conter durante a semana toda e não receber nenhum tipo de penalidade. Mas dessa vez o jogo tinha mudado, o time verde estava apenas cinco pontos atrás do vermelho e agora aconteceria o último jogo valendo exatos dez pontos, era o ultimato.
── Por que eu estou tão nervosa? ── Perguntou Isabella inquieta.
── Por que se perdemos não será nós a viajar ── Esclareceu Clarice.
O time ganhador iria ganhar uma viajem, e mais do que ninguém Clarice estava doida pra ganhar.
A última prova era algo que não dependia de Clarice, pois dessa vez não seria ela a participar. Era uma corrida de obstáculos e tudo que podia fazer era visualizar e torcer, e não só pela turma, mas também por Isabella quem participaria.
── Boa sorte amiga ── Desejou para a ômega.
── Obrigado.
O apito foi ouvido por todos e a diretora começou um breve discurso.
── ...Obrigado a todos os envolvidos e aos alunos que participaram. Independente de quem ganhar, saibam que todos vocês são os vencedores. Quando a prova terminar convido todos os alunos e professores a comparecer no pátio, ainda teremos shows e várias barracas de desgustacao. Bom, é isso, boa sorte a todos.
Todos os alunos aplaudiram e os últimos competidores começaram a se posicionar. A prova consistia em vários obstáculos, e em cada um dele tinha uma pessoa diferente. Isabella ficou no da corrida com obstáculos.
O apito fez o seu sinal e jogo começou. A primeira prova foi escalada, onde o time amarelo passou na frente, a segunda prova foi de arco e flecha, a qual o time verde ficou em primeiro colocado, prosseguindo assim na terceira e quarta prova, mas na prova de barras o time vermelho passou na frente de lavada. Faltava a última prova, a da corrida, e a decisão estava nas mãos de Isabella, tudo começou bem, Isabella foi ótima, mas ninguém imaginaria que um alfa da sala 301 C empurraria Isabella ao chão e isso deslocasse seu osso. A ômega foi diretamente ao chão, e lá ficou por um tempo. O apito foi ouvido dando vitória ao time verde, pois o garoto da 301 C foi desclassificado.
Tudo aconteceu muito rápido. Henry saiu como um raio da arquibancada e foi direto no Alfa da 301 C dando um belo cruzado. Henry deu um, dois, três socos no garoto, e só parou pois foi preciso de dois professores para segurar o Alfa.
── Nunca mais encosta na minha ômega seu filho da puta! ── Gritou Henry para o garoto no chão gemendo em dor.
A escola inteira tinha parado para ver o show que Henry estava fazendo. A única que não deu a menor bola foi Clarice, que ao ver sua amiga ainda no chão foi em sua direção a ajudando a levantar.
── Precisamos ir na enfermaria ── Declarou vendo o pé da ômega.
Clarice escorou sua amiga em seu ombro e começou a ajudá-la a caminhar.
── Deixa que eu ajudo ── Olhou pro lado e viu Theodor ir para o outro lado de Isabella e ajudando a carregá-la.
Clarice não disse nada, e nem iria, não era nem momento pra isso.
Ao chegar na enfermaria deixou a amiga lá e deu privacidade para a doutora, sendo então seguida por Theodor.
Desde do último encontro com Clarice, Theodor veio se sentindo mal, tanto que precisou recorrer a ajuda de sua mãe Amélia. Sua mãe foi sincera e deu apenas os melhores conselhos para o seu filho, entendeu o seu lado, mas também olhou o problema por um todo, e isso fez com que Theodor abrisse os olhos para a situação, situação que não envolvia só os seus sentimentos, mas o de Clarice também.
── Clarice, posso conversar com você? ── Perguntou baixo para a alfa que estava escorada na porta da enfermaria.
── Se for pra pedir que te ignore já entendi muito bem, não precisa repetir ── Declarou.
── Não é nada disso ── Suspirou ── É sobre nós dois, eu pensei melhor e vi que precisamos resolver essa nossa situação ── Theo ao menos conseguiu encarar Clarice durante sua fala.
Estava envergonhado, envergonhado por agir feito uma criança e não resolver a situação desde do início.
Clarice por sua vez achou estranho que do nada Theodor que tanto a ignorava queira resolver tudo, mas não contestou.
── Tudo bem, amanhã às sete da noite.
── Como?
── Te pego na sua casa amanhã às sete da noite ── Dito isso Clarice saiu pelos corredores deixando Theodor mais uma vez para trás.
Mesmo que seu cheiro ainda a atisassse, Clarice fazia total esforço para mostrar indiferença diante de Theodor.
Muita coisa tinha mudado desde que Theodor chegou em sua vida, e agora mais do que nunca tudo iria mudar.