CAPÍTULO 11

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Como prometido, Clarice iria buscar Theodor em sua casa para acertar as coisas entre eles, mas antes de tudo teria que contar aos seus pais

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Como prometido, Clarice iria buscar Theodor em sua casa para acertar as coisas entre eles, mas antes de tudo teria que contar aos seus pais. A tempos vinha se sentindo culpada por não ter se aberto com seus pais, em especial Benjamin, a qual ela sempre contava seus segredos.

Quando desceu as escadas, logo avistou seus pais de chamego no sofá.

── Vocês não se cansa? ── Implicou com o casal como de costume.

── Nem um pouco ── Disse Benjamin que logo beijou os lábios do seu marido sem pudor algum.

Troca de carinhos em público era mais do que normal para a sua espécie, então Clarice não se sentia incomodada e nem o casal sentia vergonha. Era normal para ambos.

── Tenho uma coisa para contar para vocês ── Naquele momento Clarice decidiu que era o momento de se abrir com a família.

Talvez pudessem até mesmo lhes dar algum conselho para a ajudar nesta situação estranha.

Quando o casal pararam com suas carícias, encararam sua filha esperando a fofoca do dia, Clarice respirou fundo tentando tomar coragem. Por que parecia tão difícil para ela falar aquilo em voz alta?

── Eu encontrei meu parceiro ── Disse tão rápido que seus pais pensaram ter escutado errado.

── Como é que é?! ── Kyros quase pensou em ir pegar um cotonete para limpar os ouvidos. Realmente só pode ter escutado errado.

── Encontrei meu companheiro de alma ── Repetiu um pouco mais baixo do que antes.

── Que? Como? Onde? Quando? É macho? É beta, alfa ou ômega? ── Benjamin se via eufórico em curiosidade, finalmente sua pequena filhote iria saber o que é amor de verdade.

── Calma pai, é muita coisa pra explicar. Mas o que posso contar agora é que estou indo encontrar com ele para nos acertar. Quando eu voltar eu contarie em detalhes para vocês.

Benjamin não estava satisfeito com a resposta, mas esperararia por hora. Era um marco na vida da filha, gostaria de estar atualizado.

Dentro de seu carro e a caminho da casa de Theodor, Clarice sentiu uma pequena ansiedade. Ansiedade em sentir seu aroma viciante um pouco mais perto, ansiedade em ver seu rosto tão angelical. Ele era lindo e encantador, não podia negar.

Quando estacionou frente a casa de Theodor, o próprio já estava a sua espera na calçada. A noite estava um pouco fria, e ao ver seu ômega se abraçando querendo se aquecer, sentiu uma vontade enorme de tirar suas roupas e ceder para ele.

── Boa noite ── Cumprimentou Theodor todo envergonhado ao entrar ao seu lado no automóvel.

As bochechas de Theodor estavam vermelhas e tudo que Clarice pode sentir no momento foi vontade de morde-las.

Ok, é melhor se concentrar, não podia assusta-lo dessa maneira.

── Boa noite Theodor ── Cumprimentou de volta neutra, tentando mostrar naturalidade.

Mas a verdade é que o aroma de morango preso dentro do carro a estava corroendo.

Droga de aroma bom, praguejou em pensamentos.

Theodor estava do mesmo jeito, mas diferente de Clarice, ele poderia mentir que suas bochechas vermelhas fossem por conta do frio e não pelo delicioso cheiro de sua companheira.

O caminho até a lanchonete foi totalmente em silêncio. Clarice tentava a todo momento se concentrar na estrada, já Theodor era pela sua típica timidez.

Já na lanchonete do Bob, o casal escolheram se sentarem bem afastados da multidão de jovens no local.

A lanchonete do Bob era um lugar bastante famoso e frequentado pelos jovens. Mas não era apenas pelo delicioso lanche, mas também pelo boliche e vários brinquedos espalhado pelo local.

── Então, o que você gostaria de falar comigo? ── Mesmo não querendo, Clarice foi direta e até um pouco seca.

Poderia dizer que não, mas ainda se sentia um pouco magoada pelas palavras de outro dia. Theodor não foi nada gentil.

── Bem, e-eu... gostaria de acertar essa situação entre a gente ── Disse desviando o olhar para qualquer canto do local.

Parecia tão difícil encara-la naquele momento.

── Quero manter em segredo nossa ligação ── Completou deixando Clarice um pouco surpresa.

── Como assim?

A verdade é que a alfa achou que eles iriam finalmente se acertar e não... não isso!

── Olha, eu nunca quis e não quero um companheiro. Cheguei nessa cidade faz pouquíssimo tempo, e tudo que eu menos esperava encontrar era minha alma gêmea ── Foi sincero.

── Mas sabe que isso não é fácil né? Digo, nos conter, sempre seremos puxados um para o outro. E no nosso cio? ── Não queria parecer desesperada pela decisão de Theodor mas estava quase.

Ele não podia fazer isso.

── É só nos mantermos afastados o máximo possível. E sobre o cio eu tomo inibidores.

── Você é maluco? ── Disse exaltada.

Clarice se perguntava o quanto Theodor era idiota. Céus! Ele toma inibidores! O quanto isso afeta um híbrido é inimaginável, se tomado por muito tempo então... nossa, o híbrido em questão pode perder seus sentidos aguçados ou até em casos raros - mas não impossível - levar a morte.

── Não importa! ── Disse rude.

Não queria entrar naquele assunto.

Começou a tomar inibidores a uns quatro meses. Desde que foi atacado por um alfa por conta do seu cio. Theodor odiava que seu cheiro fosse tão atrativo.

── Você não vai se arrepender disso? ── Clarice perguntou com esperança de que Theodor voltasse atrás em sua decisão.

── Não ── Disse seriamente e por fim.

Que assim seja. De agora em diante não deixariam que mais ninguém soubesse sobre a ligação do casal.

EU SOU SUA ALFAHistórias para pegar e não largar. Descubra agora