após uma briga com seu pai s/n thame's volta para sua cidade natal, Los Angeles que também era a cidade que sua família materna morava, mas ao chegar em sua cidade se depara com a melhor amiga de seu irmão, mas conhecida também como Madeleine.
Mas n...
Sim. Mason. Com 15 anos. Sem nenhum adulto responsável no carro.
E ele escuta alguém?
Não.
— Você tem noção de que se a polícia parar a gente, a culpa é sua, né? — falo, sentada no banco do passageiro, segurando o cinto como se ele fosse me salvar de algo.
— Relaxa — Mason responde, confiante demais pra alguém ilegalmente ao volante.
Miguel estava atrás, encostado no banco, quieto demais pro meu gosto.
No meio do caminho, vejo o reflexo azul e vermelho piscando à frente.
Polícia.
— Porra.. — murmuro.
Mason começa a rir de nervoso, aquela risada que só deixa tudo pior.
Eu e nos entreolhamos pelo retrovisor. Medo puro.
Meu coração dispara, minha perna começa a tremer sozinha e eu já tô ensaiando mentalmente o discurso: “Boa noite, senhor, ele não devia estar dirigindo, eu avisei—”
Mas… o carro da polícia segue reto.
Não vira. Não desacelera. Não olha pra gente.
— GLÓRIA? — solto sem nem perceber.
— GLÓRIA! — Miguel completa atrás, rindo baixo.
Mason bate no volante, vitorioso. — Eu falei. Chegamos ao local marcado.
E… meu Deus.
O restaurante era chiquérrimo. Luzes quentes refletindo em detalhes que pareciam diamantes, mesas bem espaçadas, cadeiras elegantes, música ambiente suave. Tudo tinha aquele ar de “lugar caro que você entra com medo de encostar em algo”.
— Caralho… — escapa de mim.
Antes mesmo de sentarmos, ouvimos gritos. Um grupo de adolescentes numa mesa grande, rindo alto demais, falando todos ao mesmo tempo, completamente fora de sintonia com o ambiente sofisticado.
— Parecem doidos — murmuro. — São — Mason responde. Ele aponta. — Ali. Seguimos até a mesa.
Miguel e Mason cumprimentam todo mundo com naturalidade, abraços, risadas, piadinhas internas.
E eu?
Eu fico parada. Igual uma planta decorativa cara num canto do restaurante.
— SN — Mason começa, puxando minha atenção — esses são o Brady, a Becca, o Tristan, o Jacob… e a Maddy você já conhece.
Dou um sorriso automático, educado demais.
— Oi, gente.
Eles retribuem com simpatia, alguns mais expansivos, outros mais tímidos.
E então…
Meu olhar encontra o dela.
Maddy.
Ela tá sentada de lado, apoiando o braço na mesa, o cabelo caindo de leve sobre o ombro.
Quando me vê, abre um sorriso tão bonito que me dá vontade de esquecer como se respira.
— Oi — ela diz, com aquela voz doce que parece sempre calma.
— Oi — respondo, rápido demais. Nos sentamos.
O tempo passa de um jeito estranho. Conversa vai, conversa vem, risadas surgem naturalmente. Aos poucos, a tensão inicial some.
Eles são gentis. Acolhedores. Engraçados. Mas… Maddy.
Eu me pego observando detalhes pequenos demais pra serem normais: o jeito que ela inclina a cabeça quando escuta, como ela sorri antes de rir, como toca meu braço sem perceber quando fala comigo.
E isso mexe comigo.
— Você é muito quietinha — ela comenta em algum momento. — Só no começo — respondo. — Depois piora.
Ela ri. E meu estômago revira.
Credo, SN. Em dois dias você já tá completamente caída por uma menina. E você nem sabe se gosta de mulher.
Vou me internar. É isso.
Mas quando Becca chama a gente pra tirar fotos, sento ao lado da Maddy sem pensar duas vezes.
Nossos ombros se encostam. Meu corpo reage antes da minha cabeça.
Tiramos várias fotos, rindo, fazendo careta, abraçadas. Dessa vez, nada de story. Postamos no feed.
E quando vejo a foto pronta, percebo algo que me assusta e me conforta ao mesmo tempo: Eu tô feliz. De verdade.
E talvez… só talvez…
Essa sensação estranha tenha nome.
@snthames_ofc
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