após uma briga com seu pai s/n thame's volta para sua cidade natal, Los Angeles que também era a cidade que sua família materna morava, mas ao chegar em sua cidade se depara com a melhor amiga de seu irmão, mas conhecida também como Madeleine.
Mas n...
Minhas pernas balançavam sem parar contra o chão, enquanto a ansiedade passava pela minha cabeça a mil.
Eu sabia que ela não tinha morrido… mas era a SN que estava lá dentro. Desde o primeiro dia em que vi a SN dentro da casa dos Thames, meu coração disparou.
Minha alma reconheceu a dela no mesmo instante.
Nossos olhares se cruzaram pela primeira vez, e meu coração simplesmente parou por alguns segundos.
Era estranho como tudo tinha acontecido rápido demais.
Os bombeiros arrombaram a porta e entraram no banheiro. Assim que eles entraram, eu fui atrás.
Em um segundo, meu mundo parou. Ver a SN desmaiada ao lado do sanitário foi a pior cena da minha vida.
Um dos bombeiros se abaixou ao lado dela e colocou dois dedos em seu pescoço.
— Ela está com pulso. Foi uma queda grande de pressão — ele disse.
Um sorrisinho bobo escapou de mim no mesmo instante.
— Ela tá bem… — Mason falou, sorrindo enquanto me abraçava.
Seus braços me envolveram, e eu fiz o mesmo, tentando acreditar que tudo ficaria bem.
POV SN
Não escutava nada ao meu redor.
Um eco tomava conta da minha cabeça.
Acordei em um susto quando senti algo furar minha pele.
Era dolorido.
O líquido escorria lentamente da agulha enfiada em meu braço.
— Que porra… — murmurei.
Ouvi uma risada aliviada.
— SN! Você tá bem? — Maddy perguntou, encostando o braço inteiro em mim.
— Mas que merda… — olhei ao redor.
Eu estava em um hospital, deitada em uma cama, com um soro ao meu lado. Ainda vestia a mesma roupa.
— SN, você tá bem?! — ela perguntou de novo, a voz carregada de preocupação.
— Eu… eu tô — respondi quase sem voz, a fraqueza ainda dominando meu corpo.
— Olha… me perdoa. Eu não sabia que você tinha isso. É sério, me desculpa — Maddy falou, levando as mãos até meu rosto e acariciando minha pele com o polegar.
— Tá tudo bem… só não sai contando isso pras pessoas — falei com um leve sorriso.
Ela sorriu de volta.
— A Brooke ficou preocupada com você — Mason disse, levantando-se da poltrona ao lado da maca.
— Ela tá aqui? — meu semblante mudou na hora.
— Não, mas se quiser eu cham—
— Tá chapando, Mason?! — Madelaine o interrompeu, cruzando os braços. — Tá maluco de trazer a Brooke aqui no estado que a SN tá?
[...]
Mason dirigia concentrado na estrada. Segundo os médicos, tivemos que sair da cidade, porque o hospital estava sem vagas.
Agora estávamos em uma cidade chamada Manhattan Beach, perto de Los Angeles. Olhei para o GPS no painel.
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— Vai demorar muito ainda… — Madelaine disse, encostando no banco de trás.
— Nem me fala — Mason respondeu, sem tirar os olhos do trânsito.
Algumas viaturas passavam pela estrada.
Outras estavam paradas, abordando carros.
— Puta merda… — murmurei.
Todos os carros estavam sendo parados.
Mason tinha 15 anos. Só podia dirigir com um adulto ao lado. Eu tinha 17. E já passava das 21h.
— Age naturalmente, Mase. Não dá na cara — Madelaine falou.
O policial fez sinal para encostarmos.
— Seja o que Deus quiser… — Mason puxou o carro para o acostamento.
O policial bateu duas vezes no vidro.
— Boa noite, família. Carteira de motorista. Mason travou.
— Não tem, né? — o policial perguntou. Mason negou com a cabeça.
— Olha, eu passei mal. Estava praticamente morrendo — falei, encarando o policial. — Só meu irmão e minha namorada estavam em casa. A gente achou que, pra salvar uma vida, não teria problema.
— Sem chance — o policial respondeu friamente. — Encosta o carro. Ele vai pra delegacia até os responsáveis aparecerem. E vocês vêm comigo.
— Namorada?! — Mason murmurou, olhando pelo retrovisor.
— Cala a boca e encosta o carro — Madelaine ordenou.
— Se minha mãe souber disso… — Mason disse, passando as mãos pelo cabelo.
— Vocês vão comigo na viatura. Nada de grave vai acontecer. Só uma multa de 12 mil dólares — o policial falou.
— Desculpa, você tá chapando?! — perguntei, indignada.
— Respeito! — ele rebateu. — Agora vai sair mais caro por terem mentido sobre a mocinha passar mal.
— Eu não tava mentindo! — explodi. — Eu tenho anorexia! Passei o dia inteiro sem comer por insegurança! O senhor acha mesmo que eu mentiria sobre isso?.
O policial anotou algo.
— Treze mil.
Ele virou e foi para a viatura.
— VAI À MERDA! — gritei, mostrando o dedo do meio.
Maddy segurou minha mão, pedindo silêncio.
— Se minha mãe souber disso… — ela murmurou, sentando-se à beira da estrada.
— Vai ficar tudo bem — falei, sentando ao lado dela e entrelaçando nossas mãos.
Eu não estava com medo.
No fundo, eu não tinha mais nada a perder.
[•••]
Estávamos sentados na recepção da delegacia.
Minha mãe conversava com os policiais.
Minha mãe se responsabilizou pela Madelaine também.
Fazia dois dias que eu não a via, mas ela sabia onde eu estava. Sempre soube.
— Você vem pra casa comigo — ela disse, parando na minha frente.
— O quê?! Eu não vou voltar pro mesmo teto que a Brooke — respondi firme. — Não enquanto eu não me sentir segura.
— Ela pode ficar lá em casa o tempo que quiser, senhora Thames — Madelaine falou. — Ela não tá bem pra voltar agora.
Minha mãe nos olhou com desconfiança.
Ela sabia. Mãe sempre sabe. E a minha não era diferente.