ele não a ama!

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Uma mistura de alegria e confusão tomava conta da minha cabeça

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Uma mistura de alegria e confusão tomava conta da minha cabeça.

— Se você não gosta de mulheres, então por que está comigo? — Madeleine pergunta ao garoto.

Jacob abaixa o olhar, claramente desconfortável.

— A empresa do meu pai está falindo. Ele precisa da parceria com a empresa do seu pai. Caso contrário, vamos acabar na rua.

Ele olha para os lados, envergonhado por admitir aquilo.

— Vocês podem fingir — sugiro.

Jacob me encara com uma sobrancelha arqueada.

— Eu não quero fingir. Olha só, eu preciso do dinheiro, tá legal?

Ele se levanta.

— Até mais.

Jacob sai do quarto, deixando a porta se fechar atrás dele.

— Que merda! — Madeleine se levanta, alterada.

Ela passa as mãos pelos cabelos.

— QUE PORRA!

Num acesso de raiva, bate os punhos contra o meu guarda-roupa.

Eu consigo enxergar tudo misturado em seu rosto: raiva, angústia, medo e, principalmente, desespero.

As lágrimas escorrem enquanto ela grita, incapaz de controlar tudo o que estava sentindo.

— Ei... calma. Se acalma.

Me levanto e vou até ela.

Madeleine continua chorando e, no meio da crise, acaba derrubando alguns objetos que estavam sobre a minha mesa.

Ela respira de maneira descompassada, olhando ao redor como se nem soubesse mais o que fazer com toda aquela raiva.

— Calma, amor.

Aproximo-me dela e a abraço.

Madeleine desaba nos meus braços.

Suas lágrimas molham meu rosto enquanto ficamos abraçadas, tentando encontrar algum tipo de conforto naquele caos.

Era um abraço cheio de dor.

De medo.

De angústia.

De uma sensação terrível de que tudo poderia acabar.

— Eu não quero ter que viver sem você novamente, S/N — Madeleine fala entre soluços, com as bochechas avermelhadas.

— Então não vai. — olho para ela. — A gente vai dar um jeito, amor.

Dou um beijo carinhoso em sua bochecha.

Eu entendia o que ela estava sentindo.

Entendia de verdade.

[...]

Depois que Madeleine finalmente consegue se acalmar, eu me deito na cama enquanto espero ela terminar o banho.

Talvez ela passasse bastante tempo na minha casa agora.

Afinal, sua família havia perdido a casa por causa do furacão.

Quando Madeleine sai do banheiro, ela caminha até a cama.

Deita-se ao meu lado, me dá um beijo carinhoso e, pouco tempo depois, adormece.

[...]

— Bom dia! — minha mãe diz assim que me vê descendo as escadas.

Todos estavam sentados à mesa, esperando por mim e por Madeleine para tomar café.

— Bom dia — respondo.

— Como foi a noite? — Mason pergunta ao perceber que eu estava sozinha.

— Turbulenta. O furacão foi forte.

Sento-me ao lado dele e começo a me servir.

Pego uma quantidade razoável de ovos e bacon.

— Onde está minha mulher? — Jacob pergunta do outro lado da mesa.

Meu sangue ferve.

O ódio aparece imediatamente no meu olhar, e não demora muito para que todos percebam.

— Como você é o namorado dela, você é quem deveria saber, não?

Respondo à provocação enquanto mastigo um dos ovos.

— Mas ela dormiu com você! Como eu vou saber? — Jacob rebate.

Ele solta os talheres sobre o prato, fazendo um barulho alto de louça.

O silêncio toma conta da mesa.

Todos olham para nós dois.

Ninguém parecia entender o que estava acontecendo.

— Pois é... — dou um sorriso debochado. — Imagina o nível do seu relacionamento para a sua "mulher" preferir dormir na mesma cama que eu do que com você.

Faço aspas com os dedos.

Jacob repete o movimento brusco e larga os talheres.

— Basta! — mamãe se levanta, batendo as mãos sobre a mesa. — Jacob, procure Madeleine. E você, filha, tenha modos! Jacob é uma visita, assim como Madeleine.

Reviro os olhos.

Não consigo mais guardar aquilo.

— Ele nem ama ela.

Silêncio.

Todos arregalam os olhos.

A mãe de Madeleine quase se engasga com o bacon.

Jacob lentamente se levanta da cadeira.

Seu rosto estava vermelho de raiva.

— Como é?

Ele me encara.

E, naquele momento, eu percebo que tinha acabado de abrir uma porta que talvez nunca mais pudesse fechar.

𝐦𝐲 𝐠𝐢𝐫𝐥-ᵐᵃᵈᵃˡᵉⁱⁿᵉ ᵐᶜᵍʳᵃʷHistórias para pegar e não largar. Descubra agora