após uma briga com seu pai s/n thame's volta para sua cidade natal, Los Angeles que também era a cidade que sua família materna morava, mas ao chegar em sua cidade se depara com a melhor amiga de seu irmão, mas conhecida também como Madeleine.
Mas n...
Uau... - Claro! Por mim tudo bem... - digo, sorrindo. Maddy sorri de volta.
Ela se vira para o lado esquerdo da cama e, pouco depois, adormece.
Me aproximo, envolvendo seu corpo em um abraço cuidadoso. O ritmo da respiração dela me acalma... e eu acabo dormindo também.
[...]
Uma claridade quase infernal invade meus olhos.
Acordo assustada e percebo que Maddy não está mais ao meu lado. Provavelmente já acordou.
Vou até o banheiro e faço minhas higienes pessoais, tentando afastar o cansaço. Visto a primeira roupa que encontro pela frente, sem nem prestar muita atenção, e saio do quarto. Desço as escadas ainda meio sonolenta.
No andar de baixo, vejo Mason sentado em um dos banquinhos do balcão, comendo panquecas tranquilamente. Assim que me vê, Maddy se levanta e vem até mim.
- Dormiu bem, gatinha? - ela pergunta, colocando as mãos na minha cintura.
Passo meus braços pelo pescoço dela, e nossos lábios se encontram em um selinho rápido, que dura poucos segundos.
- QUE PORRA É ESSA?! - Mason grita, engasgando com a panqueca.
- Estamos namorando! - digo, zoando, enquanto ele começa a tossir.
- Sim, estamos! Já vai fazer dois anos - Maddy entra na brincadeira.
Olho ao redor e vejo Violet tentando ligar o fogão, claramente com dificuldade.
- Eu ligo - digo, pegando o isqueiro da mão dela.
Ela ri, e eu acendo o fogo para que coloque a panela.
Vou até Mason e o abraço por trás, enchendo sua bochecha de beijinhos.
- Não vai retribuir, seu idiota? - provoco.
Ele revira os olhos, mas beija minha testa.
- Obrigada!
- Aidan ainda não voltou... estou preocupada - Maddy diz, sentando ao lado de Mason.
- Relaxa, princesa. Ele deve estar ficando com alguma garota... ou garoto - digo, abraçando Maddy do mesmo jeito.
Eu não queria comer. Na verdade, não conseguia.
Minha relação com comida sempre foi complicada. Meu corpo, meu rosto... tudo em mim parecia errado aos meus próprios olhos. Há cinco anos, um médico colocou um nome nisso: anorexia.
Eu tinha melhorado muito desde então. Hoje, até comia melhor.
Mas a sensação nunca ia embora.
Eu pesava 48 kg. E, mesmo assim, minha cabeça gritava que eu precisava emagrecer mais.
Sempre mais.
- Você não vai comer, SN? - Maddy pergunta, franzindo a testa. - Você não come desde ontem à tarde... e mesmo assim foi só pipoca.
- Ah... é que... - minhas palavras se embolam. - Eu tô de regime.
- Então você devia comer pelo menos uma fruta - ela responde, séria. - Seu corpo precisa de energia. Se você não comer, ele vai entrar em modo de defesa e isso pode te fazer passar mal.
Ela falava com tanta certeza que me assustou.
- Porra, Maddy... tu estudou isso? - pergunto, tentando quebrar o clima.
- Estudei. Agora abre a boca.
Relutante, obedeço. Ela coloca um morango na minha boca. Mastigo devagar.
- Qual parte você não entendeu que eu não quero comer?! - explodo, subindo as escadas. Entro no banheiro do quarto dela, fecho a porta e tranco.
Abro a tampa do vaso. Coloco tudo pra fora.
Fazia tempo que eu não fazia isso.
E, ainda assim, a culpa parecia maior do que o alívio.
POV - Mason Thames
Eu sabia.
SN nunca "esquecia" de comer por acaso.
- O que eu fiz de errado?! - Madeleine me pergunta, desesperada.
- Eu não sei se ela te contou... - respiro fundo. - Mas ela luta contra anorexia há cinco anos.
Maddy congela.
- SN já foi parar no hospital quando tinha 12 anos por ficar dias sem comer. Ela sempre diz que está tudo bem... mas não está. Nunca está. - minha voz falha. - Ela já chegou a pesar 34 kg com 14 anos.
O rosto de Maddy muda completamente. O desespero substitui qualquer outra emoção. Ela sobe as escadas correndo.
POV - Madeleine McGraw
Subo as escadas em disparada.
Chego ao quarto e encontro a porta do banheiro trancada.
- SN! Abre, por favor! - bato com força. - É sério... me desculpa.
Silêncio.
Um silêncio assustador.
- MASON! - grito, quase sem voz.
Ele aparece segundos depois.
- Ela tá trancada no banheiro... não responde - digo, chorando.
- Ela pode ter desmaiado. Quando foi a última vez que ela comeu? - ele pergunta, pálido.
- Ontem à tarde...
- PUTA QUE PARIU! - Mason começa a bater no braço contra a porta. - Liga pros bombeiros!
Desço as escadas correndo.
Violet dormia no sofá, com um desenho animado passando na TV.
Pego o telefone da casa e disco o número dos bombeiros. Assim que atendem, minha voz falha e as lágrimas caem sem controle. Eles estavam a caminho.
E tudo o que eu conseguia pensar era: por favor, fica bem..
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