após uma briga com seu pai s/n thame's volta para sua cidade natal, Los Angeles que também era a cidade que sua família materna morava, mas ao chegar em sua cidade se depara com a melhor amiga de seu irmão, mas conhecida também como Madeleine.
Mas n...
Em tão pouco tempo, minha visão começou a se apagar, como se alguém estivesse diminuindo a luz do mundo aos poucos.
— Brooke… eu não tô bem… — tento avisar, a voz fraca, falhando.
Nenhuma resposta.
Talvez ela já não estivesse mais ali. Talvez eu já não estivesse mais aqui.
Meu corpo simplesmente parou de obedecer.
As pernas ficaram bambas, o chão parecia longe demais. Meus olhos pesavam como chumbo e uma ânsia violenta subiu pela garganta, uma vontade desesperada de colocar tudo pra fora.
Eu tentei lutar. Mas meu corpo desistiu antes de mim. E eu me rendi.
POV: Madelaine McGraw
Brooke sai da cozinha sozinha.
Aquilo me soa estranho imediatamente. S/N não vem atrás dela.
— Becca, quer um copo de refri? — pergunto, mesmo sabendo que era a pior desculpa do mundo.
Eu só precisava ir até a cozinha. Mas alguém chega antes.
— S/N!! — Miguel grita de lá.
Meu corpo reage antes da minha mente.
Eu praticamente voo até o cômodo.
E então eu vejo.
S/N caída no chão.
Inerte. Pálida. De novo.
— Não… não… — minha voz some.
Ela não acorda.
Ela estava drogada.
Tristan se ajoelha e verifica o pulso.
— Ela tem pulso! Ela tá viva! — ele anuncia.
— Deve ter sido uma queda de pressão — Mason tenta justificar, desesperado.
— Não. Não foi. — minha voz sai firme, afiada. — A Brooke drogou ela.
Todos ao meu redor me encaram ao mesmo tempo.
Um silêncio pesado.
Um silêncio de “oi?!”.
Brooke levanta os olhos pra mim.
Um olhar desafiador.
Mas, sinceramente? Eu sou Madelaine McGraw. E eu não tenho medo de olhar idiota nenhum.
— Você drogou ela? — pergunto, encarando Brooke.
Ela leva os dedos ao nariz, esfrega de leve.
Os pés dela se mexem sem parar.
Incontroláveis.
— Viram? — digo, apontando pra ela. — Ela tá mentindo.
— Como você sabe? — Brady questiona. — A Brooke nem falou nada.
— Eu estudo linguagem corporal, idiota — respondo sem paciência. — Gestos simples entregam tudo.
Brooke abaixa o olhar. E eu? Eu saio da cozinha.
Mas não porque estou errada.
Porque eu já sei a verdade.
Becca e Mason tentam ajudar S/N.
E eu sei.
Eu preciso ter uma conversa com Brooke Madison Thames.
Eu dou um passo pra fora. Outro.
Até sentir alguém me puxar pelo braço.
— Não, Maddy, não vai — Miguel suplica. — A S/N precisa de você aqui. Ela não ia querer que você fizesse nada de cabeça quente. Por favor… não faz nada.
Ele me olha nos olhos. Implorando. Eu concordo. Contra minha vontade.
Porque eu não quero deixar a S/N nas mãos de Mason e Becca.
Eu tenho medo.
Medo de não cuidarem dela como eu cuido.
Medo de algo pior acontecer.
Medo de uma overdose.
— Cadê a ambulância? — pergunto, quase sem ar.
— Que ambulância? — Mason responde, confuso.
— Você não chamou uma ambulância, seu animal?! — explodo. — Qual é o seu problema?! Pego meu celular do balcão com as mãos tremendo.
[...]
Depois de três horas de puro desespero…
S/N finalmente acorda.
Fraca.
Mas viva.
Chamamos o médico da família Thames. Ele diz que fizemos certo em chamar ajuda antes que algo pior acontecesse.
Os garotos vão embora.
Ficam só eu, S/N e Mason.
— Eu não acredito que a Brooke teve coragem de fazer isso com você… — Mason murmura, indignado.
— Bom… nem eu — S/N responde, com a cabeça apoiada no meu ombro, quase dormindo de novo.
— Olha — digo, sem segurar mais nada — se vocês não contarem pra mãe de vocês, eu conto!
Ela desperta na hora.
— Não. Você não vai contar nada — S/N diz, se afastando de mim e me encarando nos olhos.
— Cara, sua irmã te drogou! — falo, levantando do sofá. — E você ainda quer acobertar ela? Qual é o seu problema?!
Ela se levanta atrás de mim.
— Qual é o meu problema? — a voz dela sai carregada de ódio. — Qual é o seu?! Sim, eu vou acobertar ela. Porque eu amo muito ela, sim! Os olhos dela estavam cheios de raiva.
De dor.
Eu esqueço por um segundo que ela é minha cópia.
— Gente, isso pode se resolver com um abraç— — Mason tenta intervir.
— Fica quieto, Mason! — S/N grita.
— Você pode amar ela, S/N — digo sem pensar — mas ela não te ama nem um pouco. Nenhuma consideração. Você acha mesmo que, se ela te amasse, ela teria te drogado? Te feito quase ter uma overdose?!
O silêncio cai como uma lâmina.
No momento em que as palavras saem da minha boca…
Eu me arrependo.
Porque o olhar que S/N levanta pra mim…
É o olhar mais doloroso que eu já vi alguém ter. Um olhar quebrado. Despedaçado.
Um olhar que eu não desejo pra ninguém.
Maddy~•♧
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