bem-vindo ao meu delírio. 2°temporada

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Após desligar meu celular e deixá-lo sobre a mesa, paro por alguns segundos e encaro Rebecca, sem saber o que fazer.

— O que foi, S/N? — ela pergunta, olhando diretamente nos meus olhos.

— Eu não sei... — faço uma pausa, sentindo minha garganta apertar. — E se ela não me quiser de volta?

— Capaz, S/N. Ela gosta de você! — Rebecca segura minhas mãos, tentando me tranquilizar.

Eu me sinto desconfortável, mas não digo nada.

O tempo passa.

A cada vez que olho para o relógio e vejo os ponteiros avançarem, sinto meu desespero aumentar um pouco mais.

Quando percebo, Rebecca já não está mais em casa.

Estou deitada na minha cama, de barriga para cima, encarando o teto e pensando nela.

Eu odiava amar Madeleine.

Sabia que, mesmo que ela quisesse alguma coisa comigo, talvez nunca fosse aceita pela própria família. E, sinceramente, eu não sabia se conseguiria suportar vê-la escolher a opinião deles em vez de mim.

Tento afastar aqueles pensamentos e vou até o banheiro que havia dentro do meu quarto.

Paro em frente à pia e encaro meu reflexo.

Eu estava acabada.

Meu olhar parecia distante, sem vida. Meus cabelos estavam secos e já não tinham aquele tom avermelhado, quase cor de cereja, que eu tanto gostava.

Eu só queria que aquela dor parasse.

Por alguns segundos, pensamentos ruins passam pela minha cabeça. Pensamentos que eu conhecia bem e que me assustavam justamente porque pareciam familiares.

Fecho os olhos e respiro fundo.

eu queria acabar com a dor.

Na mesma hora que esse pensamento invade meu cérebro, eu abro a gaveta ao meu lado direito retirando uma pequenina lâmina.

Esses pensamentos que me atormentam todas as noites antes de dormir, Madeleine sentia essa angústia que eu sentia?

ela sentia medo?

"pare de pensar tanto jovem, se rasgue com essa lâmina, NÃO irá fazer mal algum apenas vai se aliviar."

esse também era meu pensamento.

Decido obedecer ao meu segundo pensamento, ao mesmo momento a lâmina é colocada sobre o pulso o fazendo jorrar sangue pela pia,
era tão...

[...]

19:00 horas.

Era isso que marcava o relógio sobre minha mesa.

Caralho.

E se ela estivesse feliz com a solidão que eu deixei para ela?

E se Madeleine quisesse que cada uma simplesmente seguisse sua própria vida?

Aquilo me assustava.

Em pouco tempo, eu havia encontrado Maddy, e ela se tornou o meu mundo. Foi ela quem esteve comigo durante as brigas com Brooke, durante minhas crises e nos momentos em que eu mais precisava de alguém.

Sem ela, tudo parecia pior.

Minha cabeça não parava. Eu mal conseguia me concentrar em qualquer coisa, e até as coisas mais simples pareciam difíceis.

Era uma tortura não tê-la aqui comigo.

Tento afastar aquele pensamento da minha cabeça.

Até que ouço passos.

𝐦𝐲 𝐠𝐢𝐫𝐥-ᵐᵃᵈᵃˡᵉⁱⁿᵉ ᵐᶜᵍʳᵃʷHistórias para pegar e não largar. Descubra agora