Dia de Pais e Filhos

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Na noite de sexta-feira, Albus e Scorpius estavam aguardando sua viagem com pó de flú em Hogwarts junto com outros alunos, incluindo Hugo Weasley, para irem para o evento de pais e filhos. A lareira estava dentro da dala da diretora McGonagall e os alunos foram separados em duplas para que as viagens fossem nais rápidas Foi muito divertido arrumar as malas com Scorp e o assistir, como um pai preocupado, ensinar Zabini a cuidar de sua doninha e de todos os horários de refeição do pequeno animal e, agora, trocando o peso de um pé para o outro, continuava parecendo nervoso.

– acho que eu vou voltar, talvez ela não tenha entendido que ela gosta de passear aos sábados de manhã– Scorpius falou e deixou sua mala no chão, dando meia volta nos calcanhares e Albus o segurou pelo pulso.

– por Merlin, Scorp, você explicou pra ela 5 vezes– Albus riu e fez o amigo voltar a ficar próximo da mala enquanto esperavam na fila para utilizar a rede de flú– o dia em que você tiver filhos, sinto pena deles–

– vou ser um pai superprotetor como o meu pai?– Scorpius indagou, mais para sí mesmo do que para Albus– melhor não termos filhos, Albus–

– o que?– Potter perguntou avançando junto com o amigo na fila. Carregando seu malão de um lado e a mão, ainda inocentemente pousada no pulso do outro sonserino.

– é! Imagina, eu tenho um filho e você tem outro filho e se a próxima geração eles voltarem a ser inimigos mortais?– Scorpius perguntou piscando rapidamente para o amigo enquanto suas sobrancelhas se levantavam em questionamento– bem, ou podemos resolver isso tendo um filho juntos, ia resolver a briga entre Malfoys e Potters das próximas gerações–

– você, por acaso, nessa sua cabeça oca, está sugerindo que a gente tenha um filho? Tipo, nós 2?– Albus gesticulou, tentando do fundo de seu ser ignorar o calor em suas bochechas com a ideia.

– faço o seu tipo, não?– Scorpius mostrou a ponta da língua, entre os lábios pálidos e Albus o empurrou, virando o rosto para o lado oposto e continuando a andar na fila.

– Potter e Malfoy, creio eu que terão que ir separados para...poupar a...discussão entre seus pais– Minerva McGonagall falou, o pacote de pó de flú em suas mãos e os óculos escorregavam por seu nariz levemente pontudo, a dando uma aparência mais rigorosa do que realmente era.

– vamos poupar pó de flú, diretora!– disse Scorpius sorrindo encantadoramente. Manipulador barato. Pensou Albus o vendo colocar a mão no pacote e retirando um punhado de pó de flú que, Albus julgou, ser necessário para os dois e a diretora esbugalhou os olhos com descrença.

– façam o que quiserem! Porém, Potter...– e olhou para Albus– mande lembranças ao seu pai–

– pode deixar, diretora– Albus murmurou. Não bastasse o pesadelo que seria passar o final de semana sendo perturbado por seu pai, ainda tinha que aturar a bajulação barata que todos tinham por ele!
Harry Potter era só um homem; um homem falho como qualquer outro e que tinha dificuldades de demonstrar afeto com o único filho que puxou tanto seus traços, como as belas esmeraldas por exemplo.

Os dois garotos ficaram juntos e gritaram o nome da sede do ministério de Oslo e, com um repuxão, eles desapareceram, voltando aparecer somente na outra lareira enorme de pedras brutas que havia no salto da grande casa em que abrigava a sede de Oslo. Sob um penhasco em frente ao mar e em cima de um vilarejo bruxo conhecido como Glowsko.
  Albus podia dar a desculpa que estava só se aproveitando do quão perto e sugestivo seu corpo ficou do corpo de seu melhor amigo e que isso o fez fingir tropeçar para se atirar nos braços do loiro, mas, a verdade dura e cruel era que ele realmente se sentiu tonto com a viagem e quase caiu por cima de seu malão se Scorp não tivesse segurado seu tronco rapidamente.

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