Feitiços Secretos

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Na manhã seguinte, Albus sentia seu corpo dolorido, como se tivesse de envolvido em uma briga mas a sensação de queimação em todo o seu corpo era boa, afinal, tinha tido uma primeira vez incrível com Scorpius.
Já não era mais virgem, parte de sí lamentava de certa forma aquele fato, como se algo tivesse escapado de seu corpo, mas, a outra parte, adorava relembrar cada momento que passou na noite interior.

Seus olhos se abriram lentamente e notou a falta de Scorpius ao seu lado da cama. Havia um bilhete no travesseiro em que Scorp se deitou na noite passada e Albus se sentou na cama, soltando um resmungo pela dor e leu o bilhete.

"Me espere aqui, lhe trarei o café da manhã. -Scorpie"

Albus suspirou contente e decidiu por procurar sua roupa por entre as cobertas do quarto. Se vestindo rapidamente para que pudesse esperar Scorpius; Potter agradecia a gentileza do namorado, afinal, estava morrendo de fome. O moreno terminou de colocar a blusa e se espreguiçou, arrumando a cama, a deixando alinhada, ao terminar, resolveu andar pelo quarto, o olhando em volta.

Scorpius tinha um quarto enorme e vazio ao mesmo tempo e, realmente, era bastante frio. Agora que o calor de seu corpo havia passado, ele podia prestar atenção nos objetos do quarto e em como a janela era coberta por uma cortina branca que ficava esvoaçada, havia alguns enfeites sob a cômoda, ao lado, ficava a gaiola de seu furão que ressonava baixinho, encolhido e com a cabeça deitada entre o próprio corpo felpudo.
Albus sorriu e ajeitou a postura caminhando pelo quarto mais uma vez, ele reparou em uma porta que ficava ao lado do banheiro, onde tinha acabado de fazer sua higienes matinais e estranhou, franzindo as sobrancelhas e abrindo a porta, espiando para dentro, ela um closet enorme com muitas roupas com etiqueta e, por alguns segundos, Albus agradeceu mentalmente por seus pais não gostarem de esbanjar tanto dinheiro, afinal, como poderia usar todas aquelas roupas?

Harry, seu pai, era rico, todos sabiam que os Potters não tinham problemas de dinheiro, mas, toda a fortuna gerada por gerações da família Malfoy poderia ultrapassar a de seu pai, já que tinham ações não só no mundo bruxo, como no mundo trouxa-partr está que, no primeiro ano quando Albus indagou ao amigo como seus avós eram tão ricos, Scorpius lhe contou que sua mãe, Astória, segredou que os Malfoy trabalhavam a anos com ações desde a época de Merlin.
Albus achava exagero quando Scorpius reclamava sobre como sua família esbanjava tanto dinheiro e luxo e, focavam boa parte dessa quantia a coisas para Scorpius. Mimar Scorpius era importante, afinal, ele era o filho único e herdeiro de toda aquela fortuna, era importante ele saber o seu lugar na sociedade bruxa, mas, a verdade, era que Scorpius odiava provar um monte de roupas de marca, sabia que o namorado achava entediante.

Namorado. Seu namorado. Albus estava tentando deixar de sorrir para o nada enquanto recuava do closet, era um sentimento de se sentir feliz e internamente bobo por gostar tanto de Scorpius. Como podia amar tanto aquele garoto?
Se aproximou da escrivaninha de Scorpius, viu alguns papéis e desenhos, sorriu. Scorpius era um ótimo desenhista quando queria. Sua mão foi aos papéis e ele ergueu na altura de seus olhos para poder observá-los, passando alguns desenhos simples até que visse um que lhe chamou atenção; eram dois olhos esmeraldinos, pintados com algum tipo de aquarela, tinha certeza que eram seus olhos, pois, algumas pequenas sardas ficavam próximas ao inicio do nariz que, ainda não estava totalmente terminado. Seu sorriso aumentou, estava realmente muito verídico com o seu tom de verde e, ao canto da folha, pode ver pequenoa testes de tons de verde em linhas que Scorp havia feito.

Olhou mais um pouco o desenho, ia pedir para Malfoy dar-lhe aquele esboço. Passou então o papel e viu cair uma outra folha. Suspirou e se abaixou enquanto colocava os desenhos sob a mesa e se levantava, agora olhando para a folha com mais atenção: era uma página arrancada de um livro, tinha em seu título escrito:" Feitiço dos sonhos; como manipular os sonhos de outro indivíduo? ".

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