Capítulo 36

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Mei

"— A inspeção pós-aula acabou. Todas as alunas foram para casa. — Disse Himeko enquanto entrava na sala do conselho, onde eu estava algum tempo, pois estava terminando de preencher alguns documentos.

— Obrigada pelo seu trabalho, Himeko. — Respondo simplesmente enquanto continuo avaliando os documentos distraidamente na prancheta.

Sinto a aproximação dela, mas não a impeço por não me importar com isso. Apenas continuo com o que estava fazendo até sintir as mãos dela indo de encontro com os meus cabelos, o que finalmente me atraiu atenção.

— Eu costumava amarrar o seu cabelo para você quase sempre, presidente. — Ela ergue um pouco a mão, que continha um punhado de cabelo.

— ... sim, é verdade.

— Eu amo o seu cabelo, presidente. — Ela se aproximou dele e o cheirou um pouco — É sedoso e lisinho. Tenho inveja, com os meus cachos.

— O que deu em você? Está muito estranha. — Dei um pulinho surpreso, fechei os olhos e não consegui evitar deixar um leve gemido escapar quando ela mordiscou a concha da minha orelha e levou a mão até o primeiro botão da minha camisa, o abrindo com facilidade.

— Eu não mudei nada. — Ela ficou de frente para mim rapidamente, se apressando em colocar o joelho entre as minhas pernas e deixar uma trilha de lambidas entre a minha orelha e o meu pescoço antes de afastar o rosto apenas o suficiente para poder olhar nos meus olhos.

— P-para, Hime-

Você está toda vermelha. As suas orelhas continuam sendo o seu ponto fraco.

— O que você está fazendo? Pare de brincar! — Seguro o seu pulso e tento repreendê-la apesar do meu tom de voz não ser o mais aceitável para essa possibilidade

— Somos melhores amigas desde pequenas. — Ela ignora a minha ordem e se aproveita da fraqueza dos meus braços para acariciar a minha orelha com os dedos, o que só me faz estremecer e corar ainda mais. — Eu te entendo melhor do que qualquer um.

Não... isso não te o direito de me tocar dessa forma.

Aperto mais o pulso dela, mas de nada adianta. Himeko apenas massageia a minha orelha com ainda mais firmeza e me encara com fome, aproveitando a sua mão livre para deslizar os dedos pela minha coxa visível e acima dela graças à saia.

— Por favor, olhe para mim, presidente. — Descansa a mão no meu rosto, não permitindo que os seus dedos se afastem da minha orelha. Com muito esforço, abro os olhos e a olho. Seu olhar não continha um único pingo de inocência.

A Chefe (Citrus)Onde histórias criam vida. Descubra agora