Vinte e um.

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Estou no aeroporto esperando Benjamin. Seu voo está atrasado já faz algumas horas. E eu estou cansada de ficar aqui esperando. 

- Mais alguns minutos – sussurro para mim mesmo. Tentando me convencer de ficar aqui esperando. Fiquei mais uns dez minutos até ver um rosto familiar.

- Benjamin – Gritei. Ele parou e me encarou sorrindo – Oi.

- Oi – falou. – Pensei que estava na aula.

Sorri – Pensou errado – afirmei – Eu vim te buscar.

- Isso sim é amiga – me abraçou de lado – Camille está morrendo de saudade – afirmou.

- Eu também estou – admiti – E como ela está?

Ele deu risada – Me levando a loucura – ele riu – Está bem e falou que vem aqui te visitar em breve.

- Mas o que você veio fazer aqui? – perguntei.

- Nossa – colocou a mão no peito. Fingindo estar ofendido – E eu pensando que você gostou da minha visita.

- Sem drama – pedi

Ele sorriu – Vim porque o Anthony mandou – falou. – Ele não queria te deixar sozinha.

Eu sorri – Mas deixou – afirmei – E vamos logo.

Ele bufou – Não fica chateada – ele pediu – Tenta entender o lado dele. – pediu.

- Não sabia que tinha lado – afirmei – Mas parece que você sabe – ele fingiu que não ouviu – então fica quieto e vamos trabalhar.

- Tá ficando igual a ele – ele zombou.

Dei de ombros. E caminhei para fora do aeroporto. Pedimos um táxi, e fomos direto para a casa. Benjamin foi para um quarto que ele achou. E se arrumou lá. Meu telefone tocou.

- Alô – falei.

- Oi chuchu – Melanie falou – Que feio, faltou na aula.

- Tive compromisso – disse entre os dentes e Benjamin me encara – Mas já resolvi.

Ela da risada – Queria ter visto sua casa – zomba – mais quero te comunicar de um festinha – falou – E eu queria que você fosse – pediu.

Suspirei – Posso levar mais duas pessoas? – perguntei.

- Se essas pessoas fizerem você ir – ela sorriu – pode trazer.

- Então eu vou.

Ela me passa o endereço – Te espero lá.

- Tchau.

Ela desliga.

- Sou um compromisso? – faço que sim – E o que você está tramando? – pergunta curioso.

- Nós vamos a uma festa – afirmo – E você vai comigo.

- Camille me mata – afirmou – Não vou poder ir.

Eu reviro meus olhos – Vai me deixar sozinha? – perguntei.

Ele arqueou uma de suas sobrancelhas – Chantagem? – de uma pausa – Mas te respondendo – ele sorri - Não – ele levantou um dedo – você vai ligar para a Camille.

Ligo para Camille. E explico toda a situação e ele o libera para ir á festa comigo. E assim que eu desligo eu caio em uma gargalhada.

- Não ri – ele pede – Eu prometi para ela – resmunga – Julie.

- Desculpa – falei. E segurei o riso.

Ele revirou os olhos. – Por isso não dou intimidade para as pessoas – resmunga.

Mudanças na noiteOnde histórias criam vida. Descubra agora