Julia Almeida
O carro da minha mãe parou em frente à escola.
- Filha, meu amor, chegamos - disse minha querida mãe, Laura Almeida.
Olhei pela janela e vi aquela escola enorme. E, quando eu digo enorme, é porque ela é ENORME mesmo! Aqui tem de tudo: biblioteca, refeitório (ou lanchonete, como vocês preferirem chamar), quadra para educação física, laboratório - que, aliás, eu amo demais! Ah, e os banheiros são separados para meninos e meninas, lógico. Mas o lugar que eu mais amo é o jardim.
- Mamãe, você vai trabalhar?
- Sim, meu amor, vou sim - respondeu ela com um sorriso lindo.
- Tudo bem, mãe. Você se importaria se eu saísse com a Gabi hoje, caso ela venha para a escola?
- Claro que não, meu amor. Você sabe que a Gabriela é praticamente uma filha para mim, então não tem problema nenhum, Julia. - Ela me deu um beijo na bochecha.
- Por isso que eu te amo! - falei abraçando-a.
- Eu também te amo, minha pequena sereia - disse ela sorrindo. Desde pequena, minha mãe me chama de Pequena Sereia porque eu adorava assistir H2O: Meninas Sereias. Na verdade, ainda gosto, por isso o apelido pegou.
- Tchau, mãe, te amo - falei sorrindo.
- Tchau, filha! Estuda direitinho, hein? - respondeu toda feliz.
Dei uma risadinha. Minha mãe é demais. Saí do carro, ela acenou com a mão e foi embora. Entrei na escola e vi algumas pessoas conhecidas e outras novas. Perto do portão, tinha um grupo de meninas que eu, sinceramente, classificaria como piriguetes (risos). As roupas eram tão curtas que... enfim, deixa pra lá.
Logo avistei minha melhor amiga sentada. Fazia uns dois meses que a gente não se via, então fui correndo até ela.
- Oie, amiga! - disse, abraçando-a.
- Oie, vida! Que saudade! Ficamos quase um mês sem nos ver - respondeu ela saindo do abraço.
- Verdade, viu! Só Deus na nossa vida - falei, e começamos a rir juntas.
- Amiga, você já viu nosso novo professor de matemática? Menina, QUE homem! - disse ela sorrindo de orelha a orelha.
- O quê?! Que isso, mulher? Ele é só nosso professor! E, além disso, aposto que é um gordo careca, barrigudo, que mal sabe falar - brinquei, entrando na sala.
- Ah, é aí que você se engana! - falou, rindo alto. - Ele é um gatoooo! Amiga, por ele eu até dava! - continuou toda safada.
- Gabriela, para com isso, mulher! Eu, hein? - falei rindo dela.
Ficamos conversando e rindo, enquanto a sala começava a encher. De repente, alguém falou: "Lá vem o gostoso!" Suspirei, abaixando a cabeça.
- Bom dia, alunos - disse uma voz grossa. - Meu nome é Enzo Albuquerque e sou o novo professor de matemática. Vou explicar as regras, então prestem atenção.
"Que chato", pensei.
Ele continuou:
- Estou aqui para ensinar vocês a serem pessoas melhores, não para ser amigo de ninguém. Então, não tentem brincar nas minhas aulas. Quem fizer isso vai se dar mal. Não gosto de conversa que atrapalhe e não corrijo cadernos ou trabalhos de quem não faz a sua parte. Ah, e nos trabalhos em grupo, se alguém não fizer a parte dele, o grupo inteiro ficará sem nota. Espero que tenham entendido. Agora vou fazer a chamada. Quando eu disser o nome, a pessoa deve se levantar e se apresentar.
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A Aluna E O Professor
Teen FictionJúlia Almeida tem 16 anos, mora com os pais têm apenas uma amiga chamada Gabriela Júlia sempre foi feliz sua vida era sempre boa mas tudo começou a mudar quando ela conhece seu professor sedutor lindo perfeito Júlia não imaginava se apaixonar ainda...
