Edgar narrando
Deixei minha filha na recepção. Segui o médico até o quarto. Quando entrei, vi minha mulher deitada, com um aparelho no nariz.
- A... amor... - disse ela, bem devagar. Segurei sua mão imediatamente.
- Meu amor... - respondi, beijando sua mão com cuidado.
- Cadê... nossa filha?
- Ela está lá na recepção. Por favor, não fale muito agora, você precisa descansar pra melhorar - disse, sentindo as lágrimas começarem a cair.
- N...ão, amor... Eu... preciso falar... não tenho muito tempo - respondeu ela, respirando com dificuldade.
- Como assim? Não diga isso! Nós temos uma vida inteira pela frente! Temos uma filha pra cuidar juntos! - implorei, desesperado.
- Amor... Você vai ter que cuidar da nossa filha sozinho... - disse ela, deixando as lágrimas escorrerem.
- Não fala isso, meu amor, eu não consigo sem você... Eu preciso de você na minha vida! - chorei ainda mais, sem conseguir segurar o desespero.
- Eu te amo, meu amor. Sempre vou te amar, mas não posso ficar com você... Sinto muito. Você foi o melhor amigo, namorado, companheiro. Você foi tudo na minha vida. Sou a mulher mais feliz deste mundo porque você me deu uma filha linda, me deu uma vida perfeita. Eu te amo demais. Você é o amor da minha vida. Tudo o que eu desejei, você me deu, meu amor. Eu te amo... Mas quero que você saiba que, assim como você me fez feliz, eu quero que você também seja feliz. Por favor, case novamente. Case, meu amor. Você merece ser feliz ao lado de outra mulher, uma mulher boa e linda pra você.
- Eu nunca vou me casar de novo, nunca! Você é o amor da minha vida! - respondi, sentindo meu coração se partir ainda mais.
- Vai sim, meu amor. E vai ter mais filhos. Eu não quero ver você e nossa filha sofrendo, sozinhos. Por favor... construa outra família. Cuida da Júlia, ela ainda é uma menina. Sei que ela vai sofrer, mas vou cuidar de vocês lá de cima. Vou estar sempre olhando. Eu te amo... te amo tanto... - disse ela, chorando, com as palavras saindo aos poucos, como um sopro.
- Eu também te amo, muito, meu amor... muito. - Chorei ainda mais e me inclinei para beijá-la. Eu sabia que aquele beijo poderia ser o último.
- Amor... chama nossa filha, por favor.
- Tudo bem, meu amor. Já volto.
Saí do quarto com o coração despedaçado. Desci até a recepção, e lá estava Júlia, chorando muito. Seus olhos estavam vermelhos, o rosto molhado pelas lágrimas.
- Filha... - ouvi a voz do meu pai e levantei a cabeça.
- Oi, pai... - respondi, enquanto limpava meus olhos.
- Sua mãe quer falar com você.
Levantei na mesma hora. Não podia perder tempo. Seguimos juntos até o quarto onde minha mãe estava deitada.
- Mãe! - exclamei assim que a vi, já começando a chorar.
- Minha filha... - disse ela, com um sorriso fraco no rosto.
- Mãe, você vai ficar bem, viu? - falei entre lágrimas, tentando acreditar nas minhas próprias palavras.
Minha mãe limpou as lágrimas do meu rosto com carinho.
- Filha, escuta a mamãe, tá?
- Não fala isso, mamãe... - implorei, chorando ainda mais.
- Eu preciso falar, meu amor. Ouça... eu tenho que partir.
- Não, mãe! Não! Não fala isso! - disse, soluçando, o choro se intensificando.
- Filha... meu tempo aqui já passou. Agora, você e seu pai terão que seguir sem mim. - Sua voz saiu com dificuldade, e uma lágrima escorreu pelo rosto dela.
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A Aluna E O Professor
Teen FictionJúlia Almeida tem 16 anos, mora com os pais têm apenas uma amiga chamada Gabriela Júlia sempre foi feliz sua vida era sempre boa mas tudo começou a mudar quando ela conhece seu professor sedutor lindo perfeito Júlia não imaginava se apaixonar ainda...
