●capítulo 33●

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18h15 – Local marcado

Depois de muita insistência, Enzo decidiu que também iria. Ele sabia que o risco era grande, mas não conseguia ficar longe quando o assunto era Violeta. O plano foi ajustado: enquanto eu entrava para distrair Arthur, Enzo seguiria com os policiais para tentar encontrar nossa filha e tirá-la do local sem que Arthur percebesse.

Antes de sairmos de casa, Enzo segurou meu rosto com as duas mãos e disse:

Enzo: Júlia, escuta bem. Eu vou trazer nossa filha de volta, mas, por favor, cuida de você. Não faça nada impulsivo. Eu não posso perder vocês duas.

Eu apenas assenti, engolindo as lágrimas que queriam cair.

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18h40 – Chegada ao armazém

A van parou em frente ao armazém. O homem mascarado desceu e ordenou que eu o seguisse. Antes de sair, troquei um último olhar com Enzo, que estava escondido com os policiais em um veículo próximo. Ele assentiu, me encorajando, e eu respirei fundo antes de entrar.

Dentro do armazém, a atmosfera era sufocante. Arthur estava lá, sentado em uma cadeira no centro do espaço, com aquele sorriso arrogante que me dava arrepios.

Arthur: Olha só quem chegou. Sempre tão linda, Júlia.

Ignorei o comentário e fui direto ao ponto.

Júlia: Onde está minha filha, Arthur?

Arthur: Calma, querida. Não vamos estragar o momento. Temos tanto para conversar.

Enquanto ele falava, vi Enzo se movendo silenciosamente ao fundo, passando pelas sombras. Ele estava procurando por Violeta, e meu papel era distrair Arthur o máximo possível.

Júlia: Não temos nada para conversar, Arthur. Me devolve minha filha agora!

Arthur: Sempre tão impaciente... Você acha mesmo que vou simplesmente entregá-la? Não antes de conseguirmos acertar as coisas entre nós.

Ele se levantou e começou a andar ao meu redor, como se estivesse analisando cada movimento meu.

Júlia: Você não tem nada para acertar comigo! O que você fez é monstruoso!

Arthur riu, um som baixo e cruel.

Arthur: Monstruoso? Você me deixou, Júlia. Me trocou por aquele idiota do Enzo. Isso não é monstruoso? Eu só quero consertar as coisas.

Enquanto ele falava, percebi que Enzo encontrou uma porta nos fundos e desapareceu por ela. Ele estava seguindo o plano.

Júlia: Você está louco, Arthur. O que acha que vai ganhar com isso? Minha filha não tem nada a ver com o nosso passado!

Arthur: Mas ela é sua, Júlia. E, por isso, ela é minha também.

Nesse momento, meu coração disparou. Arthur tirou uma arma da cintura e apontou para mim.

Arthur: Agora, senta.

Eu obedeci, sentindo meu corpo tremer. Mas sabia que não podia ceder ao medo. Meu objetivo era mantê-lo distraído até que Enzo encontrasse Violeta.

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Enquanto isso, nos fundos do armazém...

Enzo encontrou uma pequena sala trancada. Ele ouviu um som abafado e percebeu que era Violeta chorando. Usando uma ferramenta que os policiais deram, conseguiu arrombar a porta.

Enzo: Violeta, minha princesa!

Ela correu para os braços dele, soluçando de tanto chorar.

Violeta: Papai, eu tive tanto medo...

A Aluna E O Professor Histórias para pegar e não largar. Descubra agora