Enzo narrando
Ouvir a Júlia dizer aquelas palavras foi como levar um tiro no peito. Não imaginei que ela seria capaz de me machucar tanto. Eu estava disposto a tudo por ela. Estava decidido a conquistá-la, a enfrentar qualquer obstáculo para que ficássemos juntos. Hoje, inclusive, mandei um presente pra ela, que provavelmente vai chegar pela loja direto na casa dela. Mas agora me arrependo. De tudo.
Assim que saí da casa dela, mandei uma mensagem para o diretor pedindo para ser transferido para o turno da tarde. Ele confirmou que, a partir de segunda-feira, eu começaria nesse novo horário. É melhor assim. Longe dela, eu talvez consiga me reconstruir.
Mas naquele momento, eu estava destruído. As lágrimas não paravam de cair, e eu não conseguia me forçar a voltar para casa. Não queria que os empregados me vissem nesse estado lamentável. Então, resolvi ir a um bar.
Chegando lá, sentei no balcão, e as palavras saíram automaticamente:
- Amigo, me dá uma garrafa. Não, espera... faz logo duas. Se eu vou superar essa dor, preciso de mais do que uma.
E assim começou. Eu bebi. Bebi como se o álcool pudesse apagar o que eu estava sentindo. Garrafa após garrafa. Meu corpo foi ficando pesado, minha cabeça zonza, mas nada apagava a cena na casa da Júlia, as palavras dela ecoando na minha mente.
Quando pedi mais uma, o barman olhou pra mim com preocupação.
- Cara, você precisa parar. Tá exagerando.
Ri amargamente.
- Minha vida não é da sua conta, amigo. Você não sabe a dor que eu tô sentindo.
Continuei bebendo. Não sei exatamente quanto tempo fiquei ali, mas, quando me dei conta, já era fim de tarde. O relógio no bar marcava 17h30. Eu precisava ir pra casa.
Cambaleando, paguei a conta e saí do bar. Entrei no carro, mas minha visão estava embaçada. Meu corpo pesava como se eu estivesse carregando toneladas, e minha cabeça latejava. As ruas pareciam escurecer, os sons à minha volta estavam abafados.
Conduzia devagar, mas com a mente distante. De repente, entrei em uma rua mal iluminada. Meus olhos pesaram, e o mundo ficou ainda mais confuso. Foi quando eu vi. Um caminhão vinha na minha direção.
Instintivamente, tentei desviar, mas era tarde demais. Perdi o controle do carro, e ele começou a capotar. Uma... duas... três vezes. Não sei quantas foram. Senti meu corpo sendo jogado como uma boneca dentro do carro. Tudo estava girando.
A última coisa que consegui fazer foi sussurrar uma palavra. Uma única palavra, antes de tudo se apagar:
- Jú...lia...
E, então, o silêncio tomou conta.
Júlia narrando
Depois do banho, voltei para o quarto. Eu sabia que Gabriela passaria aqui mais tarde, mas enquanto isso, as palavras de Enzo Albuquerque não saíam da minha cabeça. Tudo o que ele disse ficou gravado como uma marca que eu não conseguia apagar.
Pela primeira vez, senti como se estivesse em um buraco escuro, sem saída. Um aperto no peito veio do nada, como se algo ruim estivesse prestes a acontecer.
- Oi, vida! - Gabriela entrou no quarto animada, mas logo percebeu meu estado. - Eii, amiga... O que foi? Seus olhos estão inchados! Me conta!
- Eu... eu... - Tentei responder, mas as palavras não saíam.
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Horas depois
- Júlia, olha... você vai me desculpar, mas por que você disse aquelas coisas? Se ele veio até aqui, é porque realmente gosta de você. Amiga, você não podia ter falado que preferia que ele morresse! Isso é pesado demais! Já é a segunda vez que você fala algo assim. Você já pensou se acontece algo com ele?
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A Aluna E O Professor
Fiksi RemajaJúlia Almeida tem 16 anos, mora com os pais têm apenas uma amiga chamada Gabriela Júlia sempre foi feliz sua vida era sempre boa mas tudo começou a mudar quando ela conhece seu professor sedutor lindo perfeito Júlia não imaginava se apaixonar ainda...
