Foi muito doloroso, Enzo. Doeu mais do que eu imaginava, mas acabou. Não importa mais. Eu consigo perdoar muita coisa, mas traição? Isso nunca.
No dia seguinte, às 9h30...
Eu não consegui dormir nada. Chorei tanto essa noite que meu pai acabou ouvindo, mas eu não abri a porta. Não queria falar com ninguém.
Percebi que o dia estava ensolarado quando olhei pela janela. Então, resolvi me levantar. Fui ao banheiro, fiz minha higiene matinal e tomei um banho demorado, uns 15 minutos. Depois de terminar, me enrolei na toalha e fui até o meu closet para escolher minha roupa.
Acabei pegando uma calça jeans clara, simples, mas confortável, e uma blusa branca de tecido leve, com mangas curtas e detalhes rendados. Escolhi também um par de tênis brancos.
Então, fiz um coque rápido no cabelo e me deitei na cama. Passaram-se uns 10 minutos, e alguém bateu na porta.
Júlia: Quem é?
Edgar: Filha, sou eu, seu pai. - disse ele, com a voz calma.
Júlia: O que foi, pai?
Edgar: Filha, não adianta. Hoje nós vamos conversar, e eu só saio daqui quando você falar comigo.
Júlia: Pai, vai embora.
Edgar: Júlia, não dá mesmo. - insistiu ele.
Júlia: Affs... tá bom.
Limpei os olhos rapidamente e, com certa relutância, abri a porta. Meu pai estava parado ali com uma bandeja de café da manhã nas mãos.
Júlia: O que é isso, pai?
Edgar: Seu café da manhã.
Júlia: Obrigada, pai, mas eu tô sem fome.
Edgar: Nada disso, Júlia. Olha só, come tudo. Ontem você já ficou sem comer, só beliscou aquela salada de frutas. Filha, você precisa se alimentar. - disse ele, preocupado.
Júlia: Poxa... pai, tá bom. Só essa fruta aqui, pode ser?
Edgar: Ok, né, filha. - respondeu, me olhando de canto de olho.
Júlia: Pai, você quer falar alguma coisa?
Perguntei porque ele estava me olhando fazia um tempo, com uma expressão que entregava que algo o incomodava.
Edgar: Sim, filha.
Júlia: Então pode falar.
Edgar: Júlia, por que ultimamente você vive chorando, tão triste, e passa mais tempo no seu quarto do que com a gente? Ontem mesmo eu ouvi você chorando e dizendo: "Enzo, por que você fez isso comigo?" O namoro de vocês tá com problemas? É isso, minha filha?
Droga. Não queria falar disso porque me machuca demais. Minhas lágrimas começaram a escorrer antes que eu pudesse evitar.
Edgar: Júlia, minha filha, o que está acontecendo? Me conta, eu sou seu pai. Preciso saber o que está te machucando.
Júlia: Eu acho que agora você vai ficar feliz. Afinal, era isso que você mais queria, né? Eu e o Enzo não estamos mais namorando. - falei, enquanto limpava as lágrimas.
Edgar: O quê?! Bem, é verdade que eu sempre quis isso, mas... Júlia, por que vocês terminaram? O que aconteceu?
Júlia: Eu... - comecei, segurando o choro.
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A Aluna E O Professor
Teen FictionJúlia Almeida tem 16 anos, mora com os pais têm apenas uma amiga chamada Gabriela Júlia sempre foi feliz sua vida era sempre boa mas tudo começou a mudar quando ela conhece seu professor sedutor lindo perfeito Júlia não imaginava se apaixonar ainda...
