Júlia Almeida tem 16 anos, mora com os pais têm apenas uma amiga chamada Gabriela Júlia sempre foi feliz sua vida era sempre boa mas tudo começou a mudar quando ela conhece seu professor sedutor lindo perfeito Júlia não imaginava se apaixonar ainda...
Enzo (narrando): O corpo dela estava nos meus braços, tão frágil... tão frio. Não era para ser assim. Não podia acabar assim.
ENZO: NÃÃÃO! JULIA, ACORDA, AMOR! ACORDA, POR FAVOR! (Minha voz ecoou pelo lugar, quebrada, desesperada. Eu sacudia ela levemente, tentando encontrar alguma reação. Nada. Só o silêncio. O silêncio que me matava.)
Polícia: Arthur Neto, você está preso pelo sequestro de Violeta Almeida Albuquerque, pelo assassinato da senhorita Alice e pelos disparos contra a senhorita Júlia de Almeida.
As palavras do policial pareciam um borrão distante. Não importava. Nada mais importava além dela. Júlia. Minha mulher. Minha vida.
Polícia: Senhor Enzo, precisamos levar ela agora. O coração dela está batendo, mas muito fraco. Se não a levarmos rápido... (Ele hesitou.) Ela pode não sobreviver.
ENZO: ENTÃO VAMOS! AGORA! (Minha voz saiu como um grito de desespero, mas minha mente estava focada apenas nela. Carreguei Júlia nos braços como se fosse feita de vidro, minha respiração ofegante, meus passos apressados.)
O caminho até o hospital foi um borrão. Dirigir parecia um reflexo automático, mas minha cabeça estava longe. Cada segundo parecia durar uma eternidade, cada batida fraca do coração dela era uma prece silenciosa para que ela não me deixasse.
Quando chegamos, não perdi tempo. Saí do carro, segurando-a firme, e corri para dentro.
ENZO: SOCORRO! MINHA MULHER FOI BALEADA! AJUDEM, POR FAVOR! (Minha voz rasgou o ambiente, chamando a atenção de todos. Médicos vieram correndo, tirando-a dos meus braços. A última visão que tive foi dela sendo levada por aquele corredor frio, enquanto meu mundo desabava.)
Fiquei parado por um instante, sem ar. Minhas pernas cederam, e eu caí no chão, encostando na parede. A dor era insuportável, uma faca atravessando meu peito repetidamente.
ENZO (sussurrando, entre lágrimas): Júlia, você não pode morrer... não pode... você prometeu que ficaria comigo. (Minhas mãos tremiam, minha cabeça pendia para frente. Eu sentia meu coração esmagado pela possibilidade de perdê-la.)
As memórias invadiram minha mente como uma avalanche. O sorriso dela, a risada, os abraços quentes, as promessas... nossa filha. Ela não podia crescer sem a mãe. Eu não podia viver sem Júlia.
ENZO (gritando, sem forças): Júlia, por favor, volta pra mim! EU PRECISO DE VOCÊ! (Minhas palavras ecoaram pelo vazio do corredor, enquanto as lágrimas continuavam a escorrer pelo meu rosto. Tudo o que eu podia fazer era esperar... e rezar para que ela lutasse. Para que ela voltasse para mim. Para nós.)
E naquele momento, tudo que restava era o silêncio e a dor esmagadora de quem ama demais.
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