●capitulo 8●

531 20 0
                                        


Enzo narrando:

Já faz um mês e duas semanas que não vejo a Júlia na escola. Ela está mal pra caramba, nunca mais falamos... Sinto falta daquela menina, ela mexia comigo, e eu mexia com ela.

— Professor Enzo, tem um minuto? — pergunta Gabriela, amiga da Júlia.

— Com certeza. — Ela vai falar dela, só balancei a cabeça, confirmando.

— Tenho notícias da Ju.
— Pode falar. — respondi, sorrindo de lado.
— Ela disse que, se estiver melhor, volta na segunda-feira.

— Que bom! Então, você prepara algumas atividades pra ela não perder o ano. Os trabalhos, você passa pra ela direitinho, assim ela não fica perdida.
— Pode deixar, professor. — Ela sorriu.

Hoje meu dia foi bem cheio, mas decidi fazer uma surpresa pra Júlia.
Comprei uns chocolates e mandei entregar na casa dela. Depois, fui pra casa, estava revisando as provas que vão rolar e as lições da Júlia.

Júlia narrando:

Acordei hoje mal, triste, como todos os dias. Segunda-feira vou voltar pra escola. Não tenho vontade, mas repetir o ano, não né, povo?

Levantei, fiz minha higiene matinal, tomei um banho rápido e escolhi minha roupa. Coloquei uma blusa preta, larguinha, que tem um logo de uma banda na frente. Combinei com uma calça jeans rasgada nos joelhos e um tênis branco meio surrado, mas que ainda dá aquele charme. Coloquei uma jaqueta jeans oversized por cima, que tava na moda. Pra quem não sabe, coloquei um piercing no nariz e no umbigo. Sempre quis, sempre foi meu sonho. Coloquei e tô linda, véi.

— Bom dia, meu amor. — fala meu pai.
— Bom dia. — respondo, só pegando uma maçã.
— Não vai comer, meu amor? — pergunta meu pai.
Só balancei a cabeça, dizendo que não.

— Júlia (Ritinha).
— Oi. — falo seca.
— Olha, chegou uma coisa pra você.
— Quem mandou?
— Um tal de Enzo.

Na hora, meu coração gelou. Faz tanto tempo que eu não vejo ele, e agora bateu até uma saudade.

— Bora pro meu quarto?
— Chegando eu vejo. E, por favor, não arruma meu quarto, hein.
— Onde você vai, mocinha?
— Por aí. Fui.

Saí, tava um saco em casa. Fui pra uma praça onde tem umas galeras. Já fazia uns dias que a gente não se via. Nós bebia e até fumava.

— Fala, Juju. — fala a Samanta.
— Fala, mantinha. — fiz um toque.
— Quer beber, gata? — pergunta o Felipe, com uma vodka na mão. Eu e o Felipe ficamos até... não fizemos nada demais, só ficamos.

— Passar, Fefe.
Ficamos ali, bebendo e fumando narguilé, praticamente o dia todo.

(....)

Umas 18:40, resolvi ir embora, tava ficando um pouco bêbada. Cheguei em casa, meu pai não estava, então fui pro meu quarto ver o chocolate que o Enzo mandou. Fui ver o que ele escreveu no bilhete.

(Chocolate foto de cima☝️)

Cartinha
Oi Juju, mal, saudade de você, sua linda. Você é uma menina maravilhosa, sei que nunca mais vai confiar em mim, mas se algum dia você quiser confiar, vou estar aqui. Beijos, gatinha.

Fiquei ali olhando, pensando... Mano, isso não pode acontecer. Não quero me apegar a ninguém. Vou fazer o que for necessário pra afastar o Enzo de mim. Pode ser que ele realmente seja apaixonado por mim, ou não, mas eu não quero correr mais esse risco. Não quero mais sofrer, não quero mais ter depressão. Não quero mais ter esse sentimento que me faz ser fraca. Vou curtir a minha vida, sem me apegar a ninguém, sem namorar. E é só isso. Mas eu não vou mentir, amei a carta que ele escreveu pra mim e os chocolates.

A Aluna E O Professor Histórias para pegar e não largar. Descubra agora