Júlia despertou com o som suave de seu celular vibrando na mesinha ao lado da cama. Ainda com os olhos semi-fechados, ela estendeu a mão preguiçosa e pegou o aparelho, vendo que era uma mensagem de Enzo.
Enzo (mensagem):
"Bom dia, meu amor. Já sinto sua falta, apesar de você estar aqui do lado. Que tal fugirmos um pouco dessa realidade? Estava pensando na casa do Lago... Eu sei que precisamos de um tempo só nosso. Que acha de irmos passar a semana lá? Quero te ver sorrir mais."
O coração de Júlia acelerou ao ler as palavras carinhosas. Ela sorriu automaticamente, sentindo uma onda de carinho e alívio. Era exatamente o que ela precisava. Estava cansada do peso da convivência em casa, da pressão de sempre tentar agradar ao pai e de se sentir aprisionada em uma realidade que não a fazia feliz.
Logo, ela digitou de volta:
Júlia (mensagem):
"Você sabe que me faz bem, né? Vamos fazer isso. Preciso muito de um tempo só com você."
Ela ficou por alguns segundos olhando para a tela, sentindo a paz de finalmente poder se afastar um pouco de tudo. Mas, logo, uma nuvem de preocupação surgiu em sua mente. Ela sabia que teria que contar ao pai sobre a viagem, e isso nunca era fácil.
Júlia suspirou e levantou da cama. Foi até o banheiro, se arrumou rapidamente e desceu para a sala, onde seu pai estava, como sempre, sentado na cadeira de leitura. Ele olhou para ela sem dizer uma palavra. Júlia engoliu a secura na garganta e, com a voz firme, falou:
Júlia:
"Pai, eu e o Enzo vamos passar uma semana na casa do Lago. Preciso disso. Vai me fazer bem."
Seu pai a observou com um olhar penetrante, a testa franzida.
Pai de Júlia:
"Você acha que é assim que resolve as coisas? Fugir para um lugar longe, só porque você está insatisfeita? Não entende o que está em jogo aqui, Júlia? Esse relacionamento... ele não vai te levar a lugar nenhum."
Júlia sentiu o peito apertar, as palavras dele caindo como pedras pesadas em sua alma. Ela nunca gostou das críticas dele sobre Enzo, sempre as sentia como se fossem ataques diretos a ela. A dor apertou sua garganta, e ela tentou segurar as lágrimas. Não queria ceder, não queria mostrar fraqueza.
Júlia:
"Pai, eu só preciso de um tempo para mim. Para mim e para o Enzo. Isso não tem nada a ver com o que você pensa."
Ele levantou, impaciente, a voz se elevando.
Pai de Júlia:
"Não adianta, Júlia. Você é muito nova para tomar esse tipo de decisão. E esse homem não tem o que você precisa. Você vai se arrepender."
Aquelas palavras cortaram como uma lâmina. Júlia sentiu o peito apertar de forma insuportável, mas não queria mais brigar. Era como se a paciência tivesse se esgotado.
Júlia:
"Eu não quero conversar sobre isso agora, pai. Eu vou, e depois, quando voltar, a gente fala. Só vou te pedir uma coisa: não me faça sentir que estou fazendo a escolha errada."
Ela virou-se para sair, já sentindo os olhos marejados, mas sem coragem para enfrentá-lo mais uma vez. Seu pai chamou seu nome, a voz suavizada.
Pai de Júlia:
"Júlia... Eu não quis te magoar. Só... me preocupo com você."
Júlia parou por um momento, mas não se virou.
Júlia:
"Eu sei, pai, mas não é assim que você mostra. Eu volto logo, e aí, a gente conversa, tá bom?" Aquelas palavras saíram como um suspiro, a dor ainda presa na garganta.
Ela se afastou rapidamente, sem dar mais explicações. Ao sair pela porta, o mundo lá fora parecia ser um refúgio distante, onde as palavras de seu pai não poderiam mais alcançá-la.
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A Aluna E O Professor
Подростковая литератураJúlia Almeida tem 16 anos, mora com os pais têm apenas uma amiga chamada Gabriela Júlia sempre foi feliz sua vida era sempre boa mas tudo começou a mudar quando ela conhece seu professor sedutor lindo perfeito Júlia não imaginava se apaixonar ainda...
