| Prólogo |

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"Sou muito ambiciosa e gananciosa, com uma pitada de maldade estampada em meus olhos

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"Sou muito ambiciosa e gananciosa, com uma pitada de maldade estampada em meus olhos."

- Argh! Eu odeio essa princesinha que é glorificada apenas por ser bem-sucedida! - Esmurro a mesa acinzentada com aparência velha. Mais um mísero murro nela e tchau tchau balcão de feitiços.

Espio uma das diversas cartas que foram enviadas no endereço errado. Acham que a vala mais profunda desta porra de Virgyl é uma só.

E uma dessas cartas não era nada mais e nem nada menos do que um cartão de aniversário parabenizando a princesa meiga de Vyrgil. Cada uma palavra que descrevia essa garota me causava repulsa e embrulhadas no estômago, tanto quanto a raiva me subia a cabeça.

Confesso, eu tenho uma mera inveja dessa princesinha, morreria e mataria só para ser beneficiada com tudo o que ela tem. O dinheiro que ela tem, a beleza... Tudo o que ela tem!

Mesmo que eu seja muito melhor do que essa graciosa adolescente que provavelmente só começará a viver sua própria vida depois da morte de seus mestres, eu ainda a invejava. Ela era a pessoa perfeita no século perfeito. E eu... Eu sou somente uma herdeira maligna qualquer que ninguém liga.

Não sou depressiva, eu até agradeço aos meus deuses ou até à mim mesma por não ser tão reconhecida como nos reinos de cima.

E a fama que eu ganho é como a mulher que libera os seus feitiços onde bem entende. E bem. Realmente faço isso sem nenhuma mágoa ou remorso.

Minha escandalosa arte é verdadeiramente amedrontadora para quem não sabe aturá-la.

- Quanto mais você liga para essa garota, mais irá quebrar as coisas daqui de dentro. Melhor se acalmar. - Escuto uma voz grossa feminina atrás de mim.

Me viro, ficando de frente com Helena.

- Eu não aceito que essa garotinha mimada receba os créditos dos seus subordinados escravos daqui de baixo. - Deslizo as mãos nos meus fios quase pretos. - Estamos morrendo aqui, Helena! - Me altero.

- Por mais que eu a odeie, eu não sou obcecada ao extremo por uma princesa só porque eu a odeio. Você já passa dos limites bisbilhotando a caixa de correio todos os dias só para ver se há alguma carta de envio errado. - Ela diz calma, abrindo os potes de vidro onde guardava canela.

O ar se tornou quase impuro quando o aroma da canela invadiu minhas narinas. Puta que pariu! Que cheiro bom!

- Eu não sou obcecada ao extremo por ela!

- Não é? A única coisa que você faz durante todos esses anos que moramos aqui é poções para matá-la. - Helena se aproxima do grande caldeirão preto enferrujado de trás de mim. - E sempre dão errado.

Bufo alto me retirando de sua frente, completamente sem nenhuma resposta.

Durante esses 14 anos, eu tentei o que eu pude para acabar com a vida daquela pobre mentirosa. Criei e recriei vários tipos de poções que levariam Ophellia à uma morte lenta e perturbadora. Porém tudo o que ganhei foi a felicidade dela estampada em obras e cochichos dali e daqui.

Adelina Onde histórias criam vida. Descubra agora